Câmara de Patrimônio do CEC aprova tombamento da sede da CHESF e do Ed. Caramuru

24/05/2017
a
Foto: Divulgação

Em reunião na manhã desta quarta-feira (24), a Câmara do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Natural do Conselho Estadual de Cultura da Bahia (CEC) aprovou o tombamento definitivo tanto da sede regional da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) em Salvador, como do Edifício Caramuru, construção de arquitetura moderna localizada no bairro do Comércio.

As atividades da Câmara de Patrimônio foram abertas pela presidente da comissão, Ana Vaneska, quando em seguida foi apresentado e debatido o relatório favorável pelo tombamento da sede da Chesf, da conselheira Virginia Coronago. Localizado na Av. São Rafael no bairro de São Marcos, o prédio da Chesf em Salvador foi projetado pelo arquiteto Assis Reis em 1978 e inaugurado em 1979. O edifício que já está sobre tombamento provisório pode se tornar a mais "jovem" construção a ser legalmente protegida na Bahia.

"Em geral há uma ideia que precisa ser desconstruída de que só construções muito antigas podem ser tombadas. Mas a sede da Chesf é um bom exemplo de que o que mais importa é levar em consideração a junção de aspectos arquitetônicos, sociais, culturais, estéticos e históricos no desenvolvimento e na construção da memória da cidade. Sobre todas estas perspectivas a sede da Chesf pode ser apreciada como bem representativo para a sociedade baiana", defendeu Coronago.

ED. CARAMURU - Após a aprovação do tombamento da sede da Chesf, a conselheira Maria Ivanilde Ferreira passou a defesa de seu parecer pelo tombamento do Edifício Caramuru, localizado na Rua da Grécia no bairro do Comércio.

O edifício Caramuru foi projetado pelo arquiteto carioca Paulo Antunes com a colaboração do artista plástico baiano Mario Cravo em 1946. O prédio também estava sobre tombamento provisório desde 2008.

"O edifício possui valores históricos, estéticos e arquitetônicos inegáveis, tratando-se de uma construção bastante significativa da segunda fase da arquitetura moderna. Pela sua singularidade, pelo seu valor urbanístico, pelo uso pioneiro dos brise-solei [quebra-sol, para impedir a incidência direta do sol nas construções] bem como sua inserção na dinâmica de desenvolvimento e expansão da cidade, tudo isso justifica seu tombamento completo" afirmou Ferreira.

Agora os pareceres que foram aprovados por unanimidade, entre conselheiros presentes na reunião da Câmara de Patrimônio, seguem para ser apreciados pela plenária do CEC. Se aí aprovados seguem para a Secretaria de Cultura e em seguida para a Governadoria.