Com apoio do Edital de Mobilidade Artística,O Som do Sisal viaja ao México

21/06/2017

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O México teve um papel importante para o início da cultura do sisal na região de Conceição do Coité. Foi um mexicano, Horácio Urpia, quem trouxe as primeiras plantas – originárias da África –, há cerca de 50 anos, que se adaptaram muito bem ao clima e solo baiano, sendo incorporadas inclusive como símbolo de identidade do lugar. E é para o México que o grupo O Som do Sisal está de viagem marcada para apresentar o melhor da música nordestina, reunindo instrumentos como a violinha de sisal, rabeca e os tradicionais zabumba, triângulo e sanfona.

O grupo é apoiado pelo Governo do Estado, através da primeira seleção de 2017 do edital de Mobilidade Artística e Cultural, do Fundo de Cultura da Bahia (secretarias da Fazenda e da Cultura). A viagem acontece no dia 28 de julho e os músicos têm apresentações marcadas em Mérida e Cancun. O edital tem mais duas seleções confirmadas neste ano, sendo que uma delas, para atividades entre novembro/2017 a janeiro/2018, terá as inscrições encerradas no próximo dia 27 de junho.
As inscrições são realizadas através do Sistema de Informações e Indicadores em Cultura/Siic. A segunda seleção, com atividades previstas para fevereiro/2018 a março/2018 terá inscrições abertas entre 14 de julho e 12 de agosto. Os artistas e agentes da cultura podem propor atividades de intercâmbio e difusão cultural – com valor limite de R$ 50 mil - e residência e formação artístico-cultural – R$ 25 mil. Cada uma das seleções envolve recursos de R$ 250 mil do Fundo de Cultura da Bahia (secretarias da Cultura e da Fazenda). Essa linha de apoio é voltada para ações que impulsionem a circulação de artistas, técnicos, produtores e obras dentro do Estado, no País e exterior.

Violinha de sisal
De todos os benefícios do sisal, até mesmo a madeira gerada no encerramento do ciclo do vegetal é aproveitada e hoje serve também para a confecção de instrumentos musicais, como a violinha de sisal. O instrumento – que usa como base a estrutura montada a partir da utilização da madeira de buriti - foi testado e aprovado por músicos como Saulo Fernandes. A ideia da turnê, segundo o maestro Josevaldo Silva, coordenador do projeto, é mostrar aos mexicanos essa relação entre os dois países gerada a partir da cultura do sisal. “Os contatos iniciais surgiram com empresas beneficiadoras de sisal na região. Recebemos o convite e buscamos o apoio do Fundo de Cultura”.

O maestro conta que já estão confirmadas cinco apresentações em solo mexicano e outras ainda podem surgir já que o grupo fica naquele País até o dia 10 de agosto. “No retorno, realizemos um workshop no teatro Santo Antônio, em Coité – com capacidade para 300 pessoas – com apresentação dos resultados e também um show para a população local”. As apresentações em solo mexicano servirão para lançar o CD “O Som do Sisal”, todo ele com músicas autorais do grupo e de músicos da região.

“É o primeiro ano desse projeto dentro do edital de Mobilidade, mas já habilitamos outros projetos com recursos do Fundo de Cultura com a Orquestra de Cordas de Santo Antônio. Nosso objetivo é divulgar a música nordestina”, conta o maestro. O superintendente de Promoção Cultural da Secretaria da Cultura da Bahia, Alexandre Simões, enaltece a iniciativa. “O objetivo desse edital é justamente permitir que a cultura baiana seja apresentada em outras praças, impulsionando artistas e também agentes culturais, contribuindo com a inserção do Estado nos cenários nacional e internacional”.

A SecultBA proporciona atendimento através da Central de Atendimento Integrado para orientar interessados e proponentes. A Central funciona de segunda a sexta-feira, das 14h às 17h, através do telefone (71) 3103 3489, e-mail mobilidade@cultura.ba.gov.br ou presencialmente, no endereço Palácio Rio Branco, Praça Thomé de Souza, s/n, térreo – Centro, CEP: 40.020-¬010 – Salvador/Bahia.

Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA)
– Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico e culturais baianas, o Fundo de Cultura é gerido pelas Secretarias Estaduais de Cultura e da Fazenda da Bahia. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em 4 (quatro) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Artística e Cultural e Editais Setoriais.