11/08/2017

Foto: Ana Paula Nobre
A iniciativa da Fundação Casa de Jorge Amado com o apoio do Governo do estado em realizar a primeira edição da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), no Centro Histórico de Salvador, não poderia ter outro tom, seja visual, ou auditivo. A mesa realiza na noite desta quinta-feira (10) contou com as presenças marcantes de João Jorge, presidente do Olodum, do happer Emicida, mediados pela cantora e atriz Larissa Luz, lotou o Teatro Sesc-Pelourinho e a Arena (telão) com um público ávido, por conhecimento.
A discussão versou sob o tema “A rua é nóiz – poesia e protesto”. João Jorge falou da sua história que em certa medida se funde com a do Olodum e de como teve de transpor obstáculos externos e internos para fazer do bloco que dirige o que ele se tornou hoje. Isto, numa ótica que versou entre estar em estado permanente de protesto e ao mesmo tempo transformar o discurso em poesia nas músicas, para atingir o público. “A poesia social, ou a poesia de protestos é a poesia da realidade. Esta noite foi importante, poeticamente forte, ao mesmo tempo falando da nossa realidade. São experiências distintas, mas que se conectam com a África, com a sociedade brasileira, das jovens e dos jovens negros”, explica João.
Para Emicida ouvir e dialogar com João Jorge para o público baiano foi gratificante. E estar ocupando espaço na Flipelô para o artista é importante. “Super feliz de estar aqui e precisamos ocupar mais espaços, mais vezes, para compartilhar nossas histórias, para além dos shows onde as pessoas apenas recebem, embora seja uma troca intensa. Aqui, elas falam também e podemos ter outro tipo de troca e ter mais reflexão dos temas”, relata o compositor.
O debate mediado por Larissa Luz traz outra simbologia. Da mulher que conduz, apresenta e provoca os temas. “Me sinto feliz de poder estar entre dois representantes da cultura negra brasileira e eu sendo mulher negra também ligada à arte, arte que fala de política. É também uma responsabilidade grande em conduzir o papo. E foi mesmo uma conversa entre nós, pois pudemos trocar e essas trocas sendo internalizadas provocam mudanças no público, provocam mudanças em quem está assistindo, ouvindo, relata a cantora. Ela ainda se sentiu feliz e gostaria de poder participar das futuras edições da Festa. “A Flipelô é um evento incrível que estimula as pessoas a se ligarem, se religarem com a literatura e fica o desejo de poder participar de outras edições”, finaliza.
A Secretaria de Cultura do Estado da Bahia participa da Flipelô com uma programação extensa na Casa do Governo, no Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), no Centro de Formação e Artes (CFA) e Escola de Dança da Funceb, além do Solar Ferrão (Dimus/Ipac) e da Fundação Pedro Calmon (FPC) com a Biblioteca Móvel que dica durante a Festa Literária no Terreiro de Jesus com atividades infantis.
FLIPELÔ – ocupa museus, teatros, cinema, praças e espaços dos mais diversos do Centro Histórico. De 9 a 13 de agosto, as ruas e espaços culturais do Centro Histórico se tornam palco de uma programação diversificada, que envolve saraus, debates, encontros, oficinas literárias, apresentações teatrais, leituras dramáticas, exibições de vídeo e shows musicais, com atividades que atendem aos públicos adulto e infanto-juvenil. A abertura do evento acontecerá na Igreja de São Francisco, com um Sarau de Maria Bethânia, no dia 9 de agosto, às 20h em uma apresentação para convidados. O projeto, que comemora os 30 anos da Fundação Casa de Jorge Amado, será também uma grande homenagem ao escritor Jorge Amado, na medida em que traz o PELOURINHO, cenário de parte da sua obra, para o roteiro de eventos literários, além de festejar Zélia Gattai e Myriam Fraga. A programação da SecultBA no evento é promovida através de suas unidades vinculadas: a Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), o Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), a Fundação Pedro Calmon (FPC), a Diretoria de Museus (Dimus) e o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac).
A discussão versou sob o tema “A rua é nóiz – poesia e protesto”. João Jorge falou da sua história que em certa medida se funde com a do Olodum e de como teve de transpor obstáculos externos e internos para fazer do bloco que dirige o que ele se tornou hoje. Isto, numa ótica que versou entre estar em estado permanente de protesto e ao mesmo tempo transformar o discurso em poesia nas músicas, para atingir o público. “A poesia social, ou a poesia de protestos é a poesia da realidade. Esta noite foi importante, poeticamente forte, ao mesmo tempo falando da nossa realidade. São experiências distintas, mas que se conectam com a África, com a sociedade brasileira, das jovens e dos jovens negros”, explica João.
Para Emicida ouvir e dialogar com João Jorge para o público baiano foi gratificante. E estar ocupando espaço na Flipelô para o artista é importante. “Super feliz de estar aqui e precisamos ocupar mais espaços, mais vezes, para compartilhar nossas histórias, para além dos shows onde as pessoas apenas recebem, embora seja uma troca intensa. Aqui, elas falam também e podemos ter outro tipo de troca e ter mais reflexão dos temas”, relata o compositor.
O debate mediado por Larissa Luz traz outra simbologia. Da mulher que conduz, apresenta e provoca os temas. “Me sinto feliz de poder estar entre dois representantes da cultura negra brasileira e eu sendo mulher negra também ligada à arte, arte que fala de política. É também uma responsabilidade grande em conduzir o papo. E foi mesmo uma conversa entre nós, pois pudemos trocar e essas trocas sendo internalizadas provocam mudanças no público, provocam mudanças em quem está assistindo, ouvindo, relata a cantora. Ela ainda se sentiu feliz e gostaria de poder participar das futuras edições da Festa. “A Flipelô é um evento incrível que estimula as pessoas a se ligarem, se religarem com a literatura e fica o desejo de poder participar de outras edições”, finaliza.
A Secretaria de Cultura do Estado da Bahia participa da Flipelô com uma programação extensa na Casa do Governo, no Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), no Centro de Formação e Artes (CFA) e Escola de Dança da Funceb, além do Solar Ferrão (Dimus/Ipac) e da Fundação Pedro Calmon (FPC) com a Biblioteca Móvel que dica durante a Festa Literária no Terreiro de Jesus com atividades infantis.
FLIPELÔ – ocupa museus, teatros, cinema, praças e espaços dos mais diversos do Centro Histórico. De 9 a 13 de agosto, as ruas e espaços culturais do Centro Histórico se tornam palco de uma programação diversificada, que envolve saraus, debates, encontros, oficinas literárias, apresentações teatrais, leituras dramáticas, exibições de vídeo e shows musicais, com atividades que atendem aos públicos adulto e infanto-juvenil. A abertura do evento acontecerá na Igreja de São Francisco, com um Sarau de Maria Bethânia, no dia 9 de agosto, às 20h em uma apresentação para convidados. O projeto, que comemora os 30 anos da Fundação Casa de Jorge Amado, será também uma grande homenagem ao escritor Jorge Amado, na medida em que traz o PELOURINHO, cenário de parte da sua obra, para o roteiro de eventos literários, além de festejar Zélia Gattai e Myriam Fraga. A programação da SecultBA no evento é promovida através de suas unidades vinculadas: a Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), o Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), a Fundação Pedro Calmon (FPC), a Diretoria de Museus (Dimus) e o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac).