21/08/2017

Foto: Fernando Barbosa
A devoção e Festa de Santa Bárbara, que acontece há 376 anos – desde 1641 –, sempre no dia 4 de dezembro, no Centro Antigo de Salvador, teve revalidado o seu título de Patrimônio Imaterial da Bahia. Em obediência à Lei n°8.895/2003 e ao Decreto Estadual nº10.039/2006, que determinam que os bens culturais imateriais sejam revalidados a cada cinco anos com nova documentação e análise, o procedimento foi conduzido Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), entidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).
O diretor geral do IPAC, João Carlos Oliveira, lembra que as manifestações populares são um bem imaterial de um povo que preserva sua cultura e reforça sua identidade. “No entanto, ao contrário dos bens materiais, como edificações e obras de arte, o bem imaterial é dinâmico, vivo e está em constante transformação”, diz. As modificações podem ser em função das gerações que produzem ao longo dos anos ou por motivos econômico-financeiros, de geografia humana e contingenciamentos externos. “Além de atendermos a lei, observamos se ocorrem interferências externas que possam alterar a tradição”, completa João Carlos.
Antropólogos, sociólogos, historiadores e fotógrafos, vinham trabalhando com extenso conteúdo captado durantes as festas de 2015 e 2016. “O percurso da fé continua o mesmo, com mesmas características que mantêm viva a tradição e a devoção, iguais ao ano de 2008, quando o Instituto construiu o dossiê que permitiu o título de bem cultural intangível”, diz o diretor de Preservação do Patrimônio do IPAC, Roberto Pellegrino. Além de entrevistas e visitas à festa, foram ouvidos integrantes da Irmandade do Rosário dos Pretos e do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), unidade da SecultBA que atualmente responde pelo apoio à festa.
Iniciada na Cidade Baixa, no antigo Morgado de Santa Bárbara, em 1641, no bairro do Comércio, a devoção foi trazida para a Cidade Alta no século XIX, onde é realizada até hoje. Depois da missa campal, o percurso se inicia no Largo do Pelourinho e Rua João de Deus, seguindo pelo Terreiro de Jesus, Praça da Sé, Rua da Misericórdia, Ladeira da Praça, parando no quartel dos Bombeiros, chegando até o Mercado e finalizando na Igreja do Rosário dos Pretos.
O diretor geral do IPAC, João Carlos Oliveira, lembra que as manifestações populares são um bem imaterial de um povo que preserva sua cultura e reforça sua identidade. “No entanto, ao contrário dos bens materiais, como edificações e obras de arte, o bem imaterial é dinâmico, vivo e está em constante transformação”, diz. As modificações podem ser em função das gerações que produzem ao longo dos anos ou por motivos econômico-financeiros, de geografia humana e contingenciamentos externos. “Além de atendermos a lei, observamos se ocorrem interferências externas que possam alterar a tradição”, completa João Carlos.
Antropólogos, sociólogos, historiadores e fotógrafos, vinham trabalhando com extenso conteúdo captado durantes as festas de 2015 e 2016. “O percurso da fé continua o mesmo, com mesmas características que mantêm viva a tradição e a devoção, iguais ao ano de 2008, quando o Instituto construiu o dossiê que permitiu o título de bem cultural intangível”, diz o diretor de Preservação do Patrimônio do IPAC, Roberto Pellegrino. Além de entrevistas e visitas à festa, foram ouvidos integrantes da Irmandade do Rosário dos Pretos e do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), unidade da SecultBA que atualmente responde pelo apoio à festa.
Iniciada na Cidade Baixa, no antigo Morgado de Santa Bárbara, em 1641, no bairro do Comércio, a devoção foi trazida para a Cidade Alta no século XIX, onde é realizada até hoje. Depois da missa campal, o percurso se inicia no Largo do Pelourinho e Rua João de Deus, seguindo pelo Terreiro de Jesus, Praça da Sé, Rua da Misericórdia, Ladeira da Praça, parando no quartel dos Bombeiros, chegando até o Mercado e finalizando na Igreja do Rosário dos Pretos.