MAB exibe o documentário “Serra do Queimadão, uma Comunidade Quilombola”

22/08/2017
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Foto: Divulgação

Selecionado no Edital Novembro Negro 2011, realizado pela SEPROMI - Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, o documentário etnográfico “Serra do Queimadão, uma comunidade quilombola”, dirigido pelo cineasta José Carlos Torres, será exibido nessa quarta feira, dia 23, às 18 horas, no Museu de Arte da Bahia, em sessão aberta ao público.

O filme conta a história da comunidade remanescente de africanos escravizados a partir da história de vida de seus moradores. O documentário revela uma identidade cultural matizada, onde seus habitantes utilizam-se de estratégias para driblarem a pobreza, a evasão da população masculina para os grandes centros urbanos à procura de trabalho, os problemas de abastecimento de água, a falta de assistência médica, dentre outros problemas enfrentados. “Quis mostrar a luta, pela sobrevivência, dos habitantes dessa comunidade e o resultado foi emocionante”, diz o diretor José Carlos Torres.

“O filme valoriza a cultura. Causa uma sensação boa de encontro com a nossa identidade. É um filme que não está engessado e as pessoas estão à vontade, os depoimentos fluem livremente. Eles mostram que apesar das dificuldades não perderam a esperança, a alegria e a fé no futuro. Estão fazendo da cultura deles uma forma de luta”, pontuou a Doutora em Ciência Sociais, Maria de Lourdes Novaes Scheffer.

“As comunidades quilombolas que assistirem ficarão orgulhosas de Serra do Queimadão”, enfatiza José Assis, presidente da Associação de Moradores de Serra do Queimadão.

“Serra do Queimadão, uma comunidade quilombola” foi exibido, na Suíça, em um dos maiores eventos da Europa, a PALEXPO 2015, e mais de 45 mil pessoas já se emocionaram com as história de vida de seus personagens. Participaram da realização do filme, além do diretor, José Carlos Torres, o assistente de direção Roberto Torres, a produtora executiva Tatiane Martins, e o cinegrafista Rogério Oliveira.

Museu de Arte da Bahia - O Museu de Arte da Bahia integra os espaços administrados pela Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC), da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).  É o mais antigo museu do Estado, criado em 1918 no prédio anexo ao Arquivo Público e transferido em 1982 para sua atual sede, no Corredor da Vitória. O seu acervo é constituído por 13.686 peças adquiridas ao longo do tempo, através da compra pelo Estado da Bahia de obras de grandes coleções particulares.