Aliança Francesa exibe exposição fotográfica da artista visual Renata Voss

10/11/2017
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Ruir, exposição fotográfica que a Galeria da Aliança Francesa recebe de 14 de novembro a 22 de dezembro de 2017, reúne uma série de imagens, especialmente criadas pela artista visual Renata Voss para o projeto, de edificações em situação de risco. Temática recorrente na obra da artista, que também estuda processos químicos de revelação fotográfica, Renata retrata a ação do tempo sobre a paisagem urbana da cidade.

“Cada processo artesanal de revelação fotográfica tem o seu tempo, que é muito mais lento do que a instantaneidade do digital e tem características próprias de cor, tons e texturas. O que proponho, na construção da obra, é alinhar o tema da cidade com cada um dos processos escolhidos, avançando também na pesquisa em laboratório de outras técnicas artesanais de fotografia.” comenta Renata Voss.

Renata Voss, que também é professora doutora da EBA/UFBA, acredita que a cada procedimento técnico ao longo da história da fotografia, ampliam-se as possibilidades estéticas e de inovação de sua utilização. A técnica depende muito do uso que se faz dela, do contexto social e temporal. O que implica em fazer certos procedimentos antigos no momento atual? Não negar a fotografia digital, que faz parte do processo de trabalho, mas trabalhar com a materialidade da imagem fotográfica.

A exposição é uma forma de acesso, difusão e conhecimento dos processos fotográficos por parte do público. Ao ter a cidade como tema, provoca-se também uma discussão sobre os seus usos, apropriações, limitações, trazendo um tema bastante atual, mas apresentado e problematizado de forma poética através do trabalho. Que usos fazemos da cidade? Que imagem temos dela? Acreditamos no trabalho artístico como forma de questionar a cidade e suas transformações?

Ruir integra o projeto “Processos Químicos em Fotografia”, contemplado pelo Edital Setorial de Artes Visuais 2016. O projeto tem apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda, Fundação Cultural e Secretaria de Cultura da Bahia. O projeto que já realizou 3 oficinas de cianótipo, marrom van dyck e papel salgado, também contempla uma publicação que registra o ensaio realizado para o projeto, que será lançada no início de dezembro.

Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA) – Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundo de Cultura é gerido pelas Secretarias da Cultura e da Fazenda. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em 4 (quatro) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Artística e Cultural e Editais Setoriais.