21/11/2017

Nesta quarta-feira (22), às 9h, na sede da Fundação Pedro Calmon, localizada na Avenida Sete de Setembro, 282, Centro, acontece a cerimônia de instalação da Comissão Organizadora das Comemorações dos 220 anos da ‘Revolta dos Búzios’.
A Comissão Organizadora terá por finalidade organizar, elaborar, coordenar e aprovar a programação das atividades a serem desenvolvidas sob o marco das comemorações dos 220 anos da Revolta dos Búzios, que ocorrerá em 12 de agosto de 2018. Fará parte dessa Comissão representantes de 13 Instituições de diversas áreas de atuação.
Estarão presentes na cerimônia – e farão parte desta Comissão - o diretor geral da Fundação Pedro Calmon, Zulu Araújo; representando a Secretaria Estadual da Educação, Érica Oliveira Barbosa que é coordenadora da Educação para a Diversidade/DIREM; a Secretaria Estadual de Promoção da Igualdade Racial, representado por Walmir França Santos; Fabíola Mansur, representando a Assembleia Legislativa do Estado da Bahia; a Associação Nacional de História – Seção Bahia-ANPUH/BA, com o Professor Macedo Pereira Lima; o Grupo Cultural Afro-Brasileiro Olodum, com João Jorge Rodrigues; a Sociedade Cultural, Recreativa e Carnavalesca Malê Debalê, com Claúdio Souza de Araújo; e o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, com Jaime Nascimento e Jorge Ramos.
Revolta dos Búzios - Em 12 de agosto de 1798, as ruas da cidade de Salvador amanheceram cheias de boletins e pasquins feitos por Luís Gonzaga das Virgens, Lucas Dantas do Amorim Torres, Manuel Faustino dos Santos Lira e João de Deus do Nascimento. Eles eram os lideres do movimento conhecido como a Revolta dos Búzios. Inspirados nas ideias da revolução francesa, os desejos de igualdade, fraternidade e liberdade conseguiram unir os diversos setores da sociedade baiana que sofriam com o peso da opressão do governo português. Convocando a população para uma ‘revolução’ que implantaria a ‘República Bahiense’, eles conclamavam a população a se rebelar contra o domínio de Portugal. “Animai-vos, povo Bahiense, que está por chegar o tempo feliz da nossa liberdade, o tempo em que seremos todos irmãos, o tempo em que seremos todos iguais”.
De acordo com Zulu, essa Comissão terá uma grande responsabilidade, porque a “Revolta dos Búzios se insere no contexto da construção de políticas públicas de ações afirmativas, que beneficiam um número maior de afrodescendentes no Estado da Bahia. Os heróis idealizavam levar adiante um projeto que se configurou em uma avançada política de descolonização e democratização da Bahia, que resultou em um programa político popular, cujos eixos principais eram a República, a democracia representativa, a autonomia regional, a igualdade racial, a reforma econômica pela abertura da fronteira agrícola e distribuição de sesmarias”, avaliou.