Espetáculo "Cárcere" retrata rebelião de presídio no Teatro Vila Velha

11/12/2017
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Foto: Tati Wexler

Diante da dificuldade de se sustentar com a música, um pianista presidiário – interpretado pelo ator, diretor e escritor Vinícius Piedade - aceita o convite de um amigo que lhe oferece um bico no tráfico de drogas, aproveitando o fato de ele ter contato com tanta gente nos tantos bares onde toca piano. Mas ele vai preso e até vira refém. Este é o mote da peça Cárcere, que será apresentada em Salvador na quinta-feira (14), às 20h, na sala principal do Teatro Vila Velha – espaço apoiado pelo Fundo de Cultura da Bahia através do edital de Apoio a Ações continuadas de Instituições Culturais. Ingressos: R$ 15,00 (meia) e R$ 30,00 (inteira).

Espetáculo – Na prisão, ele tenta negociar com a direção do presídio a entrada do seu instrumento para ensinar outros presos a tocar, quando líderes de facções criminosas acham que essas conversas são caguetagem, o jurando de morte. A direção da cadeia, em uma tentativa precária de protegê-lo, o coloca na Ala dos Seguros, junto a outros presos que correm risco de vida. O problema é que quando há rebelião na cadeia, quem é candidato natural a refém é justamente quem está nessa ala. Em “Cárcere”, o pianista, apelidado Ovo, está em uma semana decisiva de sua vida, entre a segunda-feira, quando descobre que será refém, e o domingo, quando estoura a rebelião.  “Na beira do vulcão prestes a entrar em erupção, na linha do trem que está vindo, na mira da bala com a arma já́ engatilhada”, como expressa o ator no palco, em contato direto e indireto com o público.

Com autoria de Vinícius Piedade e do dramaturgo e escritor capixaba Saulo Ribeiro, o texto chama a atenção para temas como a precarização das prisões e a ineficácia na ressocialização dos ex-presidiários, o monólogo propõe uma visão humanizada para a atual crise no sistema carcerário brasileiro. Além disso, a narrativa de Cárcere é um convite para o público refletir a respeito das liberdades e prisões que nos rodeiam.

“Meu diário é uma metáfora para casamentos aprisionantes, relações encarceradas, trabalhos acorrentadores, mentes algemadas, vidas encarceradas mesmo que em liberdade”, afirma o protagonista em cena.

Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA) – Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundo de Cultura é gerido pelas Secretarias da Cultura e da Fazenda. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em 4 (quatro) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Artística e Cultural e Editais Setoriais.

Serviço:

Espetáculo "Cárcere"
Local: Teatro Vila Velha
Data:  Quarta (14)
Horário: 20h
Ingressos: R$ 15,00 (meia) e R$ 30,00 (inteira) | à venda na bilheteria e no site www.teatrovilavelha.com.br
Classificação Indicativa: 14 anos
Informações: (71) 3083-4600