22/01/2018
Foto: Lucas Rosário/SecultBA
Resgatando a tradição dos grandes festivais de samba, aconteceu na noite de domingo (21), no Largo Quincas Berro d’Água, no Pelourinho, a primeira noite do 2º Festival de Samba do Bloco Alerta Geral. Na ocasião, aconteceu a semifinal do concurso que elegerá a melhor composição de samba. Entre os 20 na disputa, foram escolhidos 10 para seguir às finais, nesta terça-feira (23), no mesmo espaço.
“Nosso objetivo é dar oportunidades aos novos compositores e também à velha guarda de colocar os seus sambas na rua. A Bahia tinha uma tradição muito forte de festivais, que com o tempo acabou se perdendo. Desde o ano passado o Alerta Geral retoma esse tipo de festa, abrilhantada por músicas todas inéditas, aqui no Pelourinho, que dá um calor humano ainda maior pro samba”, explica Zé Arerê, presidente do bloco Alerta Geral.
A produtora executiva Cris Santana revelou alguns detalhes sobre a idealização do evento. “A conversa surgiu quando encontrei um livreto de 1973, do Alerta Mocidade, que foi um bloco que deu origem ao Alerta Geral, e fazia estes antigos festivais de samba. Apresentei a proposta à presidência do bloco e a partir daí fomos moldando e concebendo esse evento para revelar novos compositores e trazer a velha guarda do samba que tem muita coisa na gaveta”. Como curiosidade, ela conta que o vencedor do 1º Festival de Samba do Alerta Geral, Luiz Bacalhau, foi também vencedor no ano de 1974 do antigo festival do Alerta Mocidade.
O Festival de Samba do Alerta Geral tem o apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.
Concurso – Tensão e competitividade não tomaram conta da noite, que pelo contrário, demonstrou que em qualquer ocasião o samba é capaz de unir e promover a paz e descontração. Mas o time de jurados permaneceu atento a cada detalhe das performances no palco. O júri foi formado por Henrique Negro – coordenador de alas de canto de antigos blocos de samba; Newton Dias – dirigente do Bloco Carnavalesco Reduto do Samba; Andrea Alves – cantora, professora de teoria musical, preparadora vocal e solista da NEOJIBA; Geraldo Lima – escritor, compositor premiado, autor do clássico “Deusa do Ébano” e do livro “Carnaval de Salvador e suas escolas de samba”; e Rubinho de Ávilla – professor de música, instrumentista, compositor, produtor musical com trilhas sonoras para teatro, cinema e TV.
“Estamos julgando a qualidade da música, que é o principal motivo da festa. Temos que aproveitar a oportunidade e dar parabéns ao Alerta por recomeçar isso dos festivais, que é uma coisa linda. Estamos com a responsabilidade grande de transmitir às novas gerações a mensagem de não deixar o samba morrer”, declara o jurado Newton Dias. O escritor Geraldo Lima também comemorou o festival, que considera “uma das iniciativas mais felizes para o samba da Bahia nos últimos tempos”, e falou sobre os critérios enquanto membro do júri. “Vamos avaliar letra, música, e o que talvez seja mais importante, que é a empatia com o público”, diz.
Durante a contagem de fotos, o Grupo Miudinho tomou conta da festa apresentando composições autorais e grandes sucessos do samba. O show teve uma pausa para o anúncio dos dez compositores que disputarão a final nesta terça-feira, às 20h, também no Largo Quincas Berro d’Água. Com ingressos a R$ 20 e R$ 10, além das apresentações das músicas em competição, a noite contará com as participações do grupo Bambeia e do sambista carioca Délcio Luz. Confira abaixo a relação das dez canções classificadas para a disputa final.
“Nosso objetivo é dar oportunidades aos novos compositores e também à velha guarda de colocar os seus sambas na rua. A Bahia tinha uma tradição muito forte de festivais, que com o tempo acabou se perdendo. Desde o ano passado o Alerta Geral retoma esse tipo de festa, abrilhantada por músicas todas inéditas, aqui no Pelourinho, que dá um calor humano ainda maior pro samba”, explica Zé Arerê, presidente do bloco Alerta Geral.
A produtora executiva Cris Santana revelou alguns detalhes sobre a idealização do evento. “A conversa surgiu quando encontrei um livreto de 1973, do Alerta Mocidade, que foi um bloco que deu origem ao Alerta Geral, e fazia estes antigos festivais de samba. Apresentei a proposta à presidência do bloco e a partir daí fomos moldando e concebendo esse evento para revelar novos compositores e trazer a velha guarda do samba que tem muita coisa na gaveta”. Como curiosidade, ela conta que o vencedor do 1º Festival de Samba do Alerta Geral, Luiz Bacalhau, foi também vencedor no ano de 1974 do antigo festival do Alerta Mocidade.
O Festival de Samba do Alerta Geral tem o apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.
Concurso – Tensão e competitividade não tomaram conta da noite, que pelo contrário, demonstrou que em qualquer ocasião o samba é capaz de unir e promover a paz e descontração. Mas o time de jurados permaneceu atento a cada detalhe das performances no palco. O júri foi formado por Henrique Negro – coordenador de alas de canto de antigos blocos de samba; Newton Dias – dirigente do Bloco Carnavalesco Reduto do Samba; Andrea Alves – cantora, professora de teoria musical, preparadora vocal e solista da NEOJIBA; Geraldo Lima – escritor, compositor premiado, autor do clássico “Deusa do Ébano” e do livro “Carnaval de Salvador e suas escolas de samba”; e Rubinho de Ávilla – professor de música, instrumentista, compositor, produtor musical com trilhas sonoras para teatro, cinema e TV.
“Estamos julgando a qualidade da música, que é o principal motivo da festa. Temos que aproveitar a oportunidade e dar parabéns ao Alerta por recomeçar isso dos festivais, que é uma coisa linda. Estamos com a responsabilidade grande de transmitir às novas gerações a mensagem de não deixar o samba morrer”, declara o jurado Newton Dias. O escritor Geraldo Lima também comemorou o festival, que considera “uma das iniciativas mais felizes para o samba da Bahia nos últimos tempos”, e falou sobre os critérios enquanto membro do júri. “Vamos avaliar letra, música, e o que talvez seja mais importante, que é a empatia com o público”, diz.
Durante a contagem de fotos, o Grupo Miudinho tomou conta da festa apresentando composições autorais e grandes sucessos do samba. O show teve uma pausa para o anúncio dos dez compositores que disputarão a final nesta terça-feira, às 20h, também no Largo Quincas Berro d’Água. Com ingressos a R$ 20 e R$ 10, além das apresentações das músicas em competição, a noite contará com as participações do grupo Bambeia e do sambista carioca Délcio Luz. Confira abaixo a relação das dez canções classificadas para a disputa final.
FINALISTAS
Cartão Postal (Marco Poca Olho, Alexandre Babilônia e Lito Pata Pata)
Chuva de Paixão (Firmino de Itapoan, Jorginho Pereira, Paulinho Rezende e Osmar Santos)
É Refresco (Antônio Reis Silva Almeida e Valney Sousa dos Santos)
Foi Assim (Elizangela da Cunha)
Juramento (Firmino Neto e Carmen Anunciação)
Me leva meu amor (Antônio José Marques e Ailton Muniz de Jesus)
O samba me chamou (Alfeu Neto)
Perfil de Cinderela (Sidnei Silva dos Santos, Ueldon Nascimento Pereira e Djavan do Carmo Santos)
Transbordando de emoção (Luiz Bacalhau)
Vontade de sambar (Francisco Alberto Ferreira Valadares)