Foliões se divertem no Centro Histórico ao balanço do Reggae O Bloco

09/02/2018
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Foto: Lucas Rosário

Ritmos jamaicanos ecoaram pelas ruas do Centro Histórico quando 'Reggae O Bloco' ainda apontava na saída da Rua Chile. As cores verde, amarelo e vermelho representadas nas bandeiras e nos abadas dos mil e cem associados presentes nesta quinta-feira (08), tornou mais colorido o Carnaval Ouro Negro 2018 e mais vívida a ladeira da Praça Castro Alves.

Ao som da Banda Dissidência, Ed Vox, discotecagem de DJ Branco e Woston do Reggae, a agremiação entoou cânticos em homenagem a Haile Selassie, antigo imperador da Etiópia e respeitado pelos amantes da cultura Rastafari. 'A gente está trazendo um pouco da cultura Rasta para o carnaval, a resistência e a auto-afirmação', explicou Abraão Macedo, um dos diretores do bloco.

Reggae, o bloco desfila no contra fluxo e muitos foliões pipoca seguiram o trio do reggae em direção ao Campo Grande. Mas quem ganhou destaque dentre os inúmeros foi a associada Nélia Bispo. Aos 63 anos, apesar de ser considerada a 'vovó' do reggae, transborda jovialidade e relata que viu o bloco nascer. 'Espero o ano todo pra curtir o reggae na Avenida, minha melhor companhia é a música e assim será por muitos carnavais', afirma.

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Foto: Lucas Rosário

Reggae O Bloco completou 12 anos em 2018. A expectativa em 2019, de acordo com Abraão é alcançar 2 mil foliões, garantir uma atração de peso, investir num trio maior e oferecer uma melhor estrutura aos seus associados para deixar cada vez mais bonito a representatividade do reggae na Bahia e no Brasil.

Sobre o projeto - Um dos projetos do Carnaval da Cultura, o Ouro Negro credenciou neste ano 91 entidades dentre blocos afro e de índio, afoxés e blocos de samba e reggae de Salvador, com objetivo de apoiar seus desfiles nos circuitos da folia. Atualmente gerido pelo Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) da Secretaria de Cultura, em 2018 o projeto comemora dez anos. Ao longo deste período vem apoiando e reconhecendo o legado e a importância da cultura negra para o carnaval, como forma de manter a plasticidade, beleza e identidade desses blocos na avenida, assim como a maior participação da juventude, transmitindo o legado para as novas gerações.

CARNAVAL DA CULTURA - O Carnaval da Cultura é o carnaval da democracia e da diversidade e do folião pipoca, que leva para as ruas, durante todos os dias e circuitos da folia, a mistura de ritmos e gêneros musicais e, principalmente, a estética e a arte de diferentes artistas, grupos e entidades culturais da Bahia. São centenas de atrações e shows gratuitos de afoxé, samba, reggae, axé, pop, MPB, fanfarras e muito mais. É diversão garantida para todos os gostos e estilos no espaço público da rua para alegria do folião. O Carnaval da Cultura – uma realização da Secretaria da Cultura do Estado da Bahia, por meio do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) – está organizado a partir de quatro programas: Carnaval do Pelô, Carnaval Pipoca e Carnaval Ouro Negro. A programação completa de nossa festa está disponível nos sites www.cultura.ba.gov.br e www.carnaval.bahia.com.br.