10/02/2018

Alvorada no Campo Grande - Foto: André Frutuôso
O samba reinou absoluto no Circuito Osmar (Campo Grande) no segundo dia do Carnaval Ouro Negro, da Secretaria de Cultura (SecultBA). A diferença é que enquanto grandes nomes do ritmo se apresentam no primeiro dia, na sexta são os sambistas e bandas da Bahia que dominam a Folia de Momo. Valorizando a 'prata da casa', os blocos Reduto do Samba, Alerta é Folia e o Alvorada levaram para as ruas do centro toda a qualidade musical do samba baiano. Entre as atrações estavam os grupos Harmonia do Samba, Bambeia e os sambistas Arlindinho, Tiee, Roberto Mendes, Gal do Beco e Aloísio Menezes.

Reduto do Samba - Foto: André Frutuôso
Na concentração a animação tomava conta dos foliões que esperavam pelo Reduto do Samba, entidade que completa 15 anos em 2018. A alegria era unânime tanto para quem estreou como é o caso da foliã Ilza Pereira, quanto para quem já é veterano como Jorgevaldo França, um dos fundadores do Reduto. 'Fui folião do Apaches do Tororó e depois ajudei a fundar esse bloco', diz Jorgevaldo. Eles estavam esperando o Harmonia do Samba que há quatro anos lidera a passagem da entidade pelo carnaval. 'O Harmonia é uma banda do mundo, mas antes disso é do samba da Bahia e a gente quer valorizar isso cada vez mais', diz Newton Dias, presidente do Reduto, bloco nascido no Tororó e que vem mantendo a tradição do ritmo viva na Bahia.
Há 30 anos envolvido com o carnaval, Zé Luis, mais conhecido como 'Zé Arerê', também acredita na força do samba da Bahia. Ele e sua companheira Maria Luiza Lopes, são os presidentes do bloco Alerta é Folia, puxado pela banda Movimento, criada na capital baiana. 'Precisamos fortalecer o que temos aqui, valorizar o samba onde ele começou', comenta o presidente.
Há 30 anos envolvido com o carnaval, Zé Luis, mais conhecido como 'Zé Arerê', também acredita na força do samba da Bahia. Ele e sua companheira Maria Luiza Lopes, são os presidentes do bloco Alerta é Folia, puxado pela banda Movimento, criada na capital baiana. 'Precisamos fortalecer o que temos aqui, valorizar o samba onde ele começou', comenta o presidente.

Alerta é Folia - Foto: André Frutuôso
Com toda força do samba, o bloco Alvorada abordou o tema '185 anos da Sociedade Protetora dos Desvalidos' e arrastou seus mais de 2.500 associados por todo o Circuito Osmar. Pelo 43º ano na avenida, a entidade trouxe nomes de sambistas de peso como Roberto Mendes, Gal do Beco e Aloísio Menezes, além da presença de Arlindinho, filho do sambista Arlindo Cruz, homenageando o pai que se recupera de um problema de saúde. 'Tem que preservar as nossas heranças, nossa força maior que é nossa cultura. O samba tem uma linguagem só, todo mundo compreende, mas aqui [na Bahia] a gente tem uma coisa diferente mesmo, a gente brinca com isso', conta Vadinho França, presidente do Alvorada.
Samba da Bahia - Na ala das baianas, é unânime, todas consideram da maior importância fortalecer o samba da terra. Neide Clementina, que desfila no bloco há 40 anos, acha que o samba baiano é mais bonito, mais animado. 'É um samba gostoso esse da nossa terra [Bahia]. Samba do pé mesmo, sabe? É com ele que a gente faz a festa. Estamos aproveitando e vivendo à noite, ainda vamos sambar e beijar muito até o final do desfile', brincou a foliã do Alvorada.
Samba da Bahia - Na ala das baianas, é unânime, todas consideram da maior importância fortalecer o samba da terra. Neide Clementina, que desfila no bloco há 40 anos, acha que o samba baiano é mais bonito, mais animado. 'É um samba gostoso esse da nossa terra [Bahia]. Samba do pé mesmo, sabe? É com ele que a gente faz a festa. Estamos aproveitando e vivendo à noite, ainda vamos sambar e beijar muito até o final do desfile', brincou a foliã do Alvorada.

Foto: André Frutuôso
CARNAVAL DA CULTURA - O Carnaval da Cultura é o carnaval da democracia e da diversidade e do folião pipoca, que leva para as ruas, durante todos os dias e circuitos da folia, a mistura de ritmos e gêneros musicais e, principalmente, a estética e a arte de diferentes artistas, grupos e entidades culturais da Bahia. São centenas de atrações e shows gratuitos de afoxé, samba, reggae, axé, pop, MPB, fanfarras e muito mais. É diversão garantida para todos os gostos e estilos no espaço público da rua para alegria do folião. O Carnaval da Cultura – uma realização da Secretaria da Cultura do Estado da Bahia, por meio do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) – está organizado a partir de quatro programas: Carnaval do Pelô, Carnaval Pipoca e Carnaval Ouro Negro. A programação completa de nossa festa está disponível nos sites www.cultura.ba.gov.br e www.carnaval.bahia.com.br.