'Espetáculo na Madrugada': Cortejo Afro comemora 20 anos e homenageia Caetano na Avenida

10/02/2018
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Foto: André Frutuôso

Ao som da música 'Um sorriso negro', o Cortejo Afro iniciou o desfile, na madrugada deste sábado (10), comemorando os 20 anos de história do bloco. A apresentação no Circuito Osmar (Campo Grande) trouxe a exuberância e a resistência da cultura negra em cânticos, adereços e ritmos. Inspirado na música 'Milagres do Povo', do cantor e compositor Caetano Veloso, o bloco foi considerado pelos foliões pipoca o 'espetáculo da madrugada'.

'Arte contemporânea, vida cotidiana e religiosidade' estavam expressas nas fantasias assinadas pelo fundador, designer e artista plástico Alberto Pitta, idealizador também dos detalhes e indumentárias das alas das tradicionais Baianas, das Senhoras, dos Dançarinos e da Percussão. O trabalho artístico expresso em todos os desfiles nasceu 'da necessidade de expor a estética afro contemporânea e moderna', contou Giba Gonçalves, um diretores do Cortejo Afro.

Uma das responsáveis pelas batidas percussivas que animaram os foliões é Patrícia Leite. Cria de um projeto de percussão do Cortejo, Patrícia se destacou com o passar dos anos e em 2003 foi convidada por um dos mestres para ser parte da banda oficial. O seu primeiro ano de desfile foi no chão fazendo parte da ala de percussão. 'Desfilar e tocar no Cortejo Afro para mim é tradição, o meu carnaval é aqui', afirma.


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Foto: André Frutuôso

O Cortejo Afro, uma das atrações do Carnaval Ouro Negro, nasceu em 1998, no bairro Pirajá, nos limites do terreiro de candomblé Ilê Axé Oyá, sob a orientação da líder espiritual Mãe Santinha. A agremiação também desfila no domingo (11) e na segunda-feira (12) no circuito Dodô (Barra/Ondina).

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Foto: André Frutuôso

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Foto: André Frutuôso

Sobre o projeto – Um dos projetos do Carnaval da Cultura, o Ouro Negro credenciou neste ano 91 entidades dentre blocos afro e de índio, afoxés e blocos de samba e reggae de Salvador, com objetivo de apoiar seus desfiles nos circuitos da folia. Atualmente gerido pelo Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) da Secretaria de Cultura, em 2018 o projeto comemora dez anos. Ao longo deste período vem apoiando e reconhecendo o legado e a importância da cultura negra para o carnaval, como forma de manter a plasticidade, beleza e identidade desses blocos na avenida, assim como a maior participação da juventude, transmitindo o legado para as novas gerações.

CARNAVAL DA CULTURA - O Carnaval da Cultura é o carnaval da democracia e da diversidade e do folião pipoca, que leva para as ruas, durante todos os dias e circuitos da folia, a mistura de ritmos e gêneros musicais e, principalmente, a estética e a arte de diferentes artistas, grupos e entidades culturais da Bahia. São centenas de atrações e shows gratuitos de afoxé, samba, reggae, axé, pop, MPB, fanfarras e muito mais. É diversão garantida para todos os gostos e estilos no espaço público da rua para alegria do folião. O Carnaval da Cultura – uma realização da Secretaria da Cultura do Estado da Bahia, por meio do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) – está organizado a partir de quatro programas: Carnaval do Pelô, Carnaval Pipoca e Carnaval Ouro Negro. A programação completa de nossa festa está disponível nos sites www.cultura.ba.gov.br e www.carnaval.bahia.com.br.