12/02/2018

Foto: Almir Santos
Embora a segunda-feira seja o penúltimo dia oficial do carnaval de Salvador, para alguns blocos está apenas começando. Um deles é o afro Ókanbi, que celebra 35 anos e no seu primeiro dia de desfile passa na Avenida (no contra fluxo) com adereços e turbantes diferenciados. 'Vamos fazer uma homenagem ao Mestre Didi na passarela, executando diversos ritmos nas alas de dança e de músicos', contou Maria José Barbosa, presidente do bloco. Ela ainda acrescenta que este ano os alimentos doados pelos associados na troca pelas fantasias serão doados a uma instituição de apoio a pessoas com câncer. O Ókanbi também desfila amanhã com seus cerca de 300 associados.

Foto: Almir Santos
Diferentemente do Okanbì, Os blocos Didá, Mania de Sambar e Filhos do Korin Efan desfilaram hoje (12) no circuito e encerraram suas programações no carnaval 2018. Estas são três das 91 entidades contempladas pelo Ouro Negro e já desfilaram no circuito Osmar, no último sábado (10). Jucinei Alves Vidal, 61 anos, que há sete anos não deixa de sair no Mania de Sambar comentou que 'O bloco foi uma delícia. Com certeza, ano que vem estarei aqui de novo celebrando meus 62 anos. Quem saiu, não perdeu nada' diz.
Nascido no terreiro Oxumaré e com o tema 'Oyá, o Vento que Dança sobre o Fogo', o afoxé Filhos de Korin Efan desfila há 17 anos e embalou os 650 associados na levada do afoxé pelas ruas do Pelourinho, bairro onde nasceu. 'Foi maravilhoso, todos os anos é como se fosse a primeira vez. Estávamos bastante entrosados e o público mais uma vez compareceu para nos prestigiar', explicou a dirigente Elisângela Silva. A entidade mantém no Pelourinho projeto social para jovens e crianças, com aulas de dança, capoeira e percussão.
Mais um dia - Mas não só de estreias e despedidas foi penúltimo dia do carnaval de Salvador. O Bloco afro Ilê Aiyê desfila na Avenida com foliões realmente apaixonados nesta segunda-feira. Encantado pela percussão, Elielson Brandão resolveu adquirir a fantasia e participar da festa mesmo após a fratura na perna direita. 'É um amor incondicional, mesmo machucado estou aqui, tudo isso é amor ao Ilê', explica Elielson acompanhado de sua 'deusa do ébano', a esposa Adriana Evangelista que prestigia pela primeira vez, 'beleza incomparável', diz.. O Ilê também desfilou na noite de sábado e encerra sua participação nesta terça-feira (13).

Foto: Fafá Araújo
CARNAVAL DA CULTURA - O Carnaval da Cultura é o carnaval da democracia e da diversidade e do folião pipoca, que leva para as ruas, durante todos os dias e circuitos da folia, a mistura de ritmos e gêneros musicais e, principalmente, a estética e a arte de diferentes artistas, grupos e entidades culturais da Bahia. São centenas de atrações e shows gratuitos de afoxé, samba, reggae, axé, pop, MPB, fanfarras e muito mais. É diversão garantida para todos os gostos e estilos no espaço público da rua para alegria do folião. O Carnaval da Cultura – uma realização da Secretaria da Cultura do Estado da Bahia, por meio do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) – está organizado a partir de quatro programas: Carnaval do Pelô, Carnaval Pipoca e Carnaval Ouro Negro. A programação completa de nossa festa está disponível nos sites www.cultura.ba.gov.br e www.carnaval.bahia.com.br.