Circuito Batatinha recebe entidades do Ouro Negro no último dia da Folia de Momo

13/02/2018
22
Foto: Lucas Rosário

Criado há 10 anos, o bloco Filhos de Omolu se apresentou nesta terça-feira (13), última noite do carnaval do Pelô, no Circuito Batatinha. Levando tradição e cultura aos associados e foliões que acompanharam a festa do Centro Histórico, o afoxé mostrou nas ruas um cortejo em homenagem a Iemanjá - A Rainha dos Oceanos. Com o intuito de saudar as mães de todos os orixás e sinalizar sobre a importância da preservação das águas, a agremiação com cerca de 700 integrantes. O bloco integrou os 50 contemplados no Programa Ouro Negro, da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult-BA), que intercalaram os dias de desfile entre os circuitos Batatinha, Osmar e no contra fluxo (com saída na Praça da Sé sentido Campo Grande).

Quem esteve presente no Circuito Batatinha também pôde acompanhar o desfile do Afoxé Kambalagwanze, grupo com 16 anos de existência, comandando apenas por mulheres. 'Nós procuramos trilhar um caminho de desenvolvimento e socioativismo porque temos consciência que cultura é o mais importante. O afoxé é centenário, mas a gente sempre busca dar um toque de contemporaneidade, mas sem perder a essência', declara Iracema Neves, presidente do afoxé. A passagem do bloco pelo Carnaval ocorreu no domingo (Circuito do Campo Grande) e na terça-feira (Circuito Batatinha).

q2q
Foto: Lucas Rosário

O bloco afro Os Negões desfilou com o tema Ogunjá - A Retomada, fazendo uma alusão ao que já foi construído em todos estes anos e almejando a retomada da cultura, do desenvolvimento e do empreendedorismo. 'Nós acreditamos que as demandas dos blocos afros que desenvolvem ações durante o ano são importantes para as comunidades e usamos o tema para uma prestação de contas', afirma Paulo Roberto, presidente do grupo. O resgate das raízes afro-baianas é marca registrada nos cortejos das entidades integrantes do Carnaval Ouro Negro que circularam no circuito do Centro Histórico.

Sobre o projeto – Um dos projetos do Carnaval da Cultura, o Ouro Negro credenciou neste ano 91 entidades dentre blocos afro e de índio, afoxés e blocos de samba e reggae de Salvador, com objetivo de apoiar seus desfiles nos circuitos da folia. Atualmente gerido pelo Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) da Secretaria de Cultura, em 2018 o projeto comemora dez anos. Ao longo deste período vem apoiando e reconhecendo o legado e a importância da cultura negra para o carnaval, como forma de manter a plasticidade, beleza e identidade desses blocos na avenida, assim como a maior participação da juventude, transmitindo o legado para as novas gerações.

CARNAVAL DA CULTURA – O Carnaval da Cultura é o carnaval da democracia e da diversidade e do folião pipoca, que leva para as ruas, durante todos os dias e circuitos da folia, a mistura de ritmos e gêneros musicais e, principalmente, a estética e a arte de diferentes artistas, grupos e entidades culturais da Bahia. São centenas de atrações e shows gratuitos de afoxé, samba, reggae, axé, pop, MPB, fanfarras e muito mais. É diversão garantida para todos os gostos e estilos no espaço público da rua para alegria do folião. O Carnaval da Cultura – uma realização da Secretaria da Cultura do Estado da Bahia, por meio do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) – está organizado a partir de quatro programas: Carnaval do Pelô, Carnaval Pipoca e Carnaval Ouro Negro. A programação completa de nossa festa está disponível nos sites www.cultura.ba.gov.br e www.carnaval.bahia.com.br.