28/02/2018
Eróstrato/Foto: Andreza Cerqueira
Em março, mais precisamente dia 27, comemoramos o Dia Nacional do Circo e Mundial do Teatro. Todos os anos o Gamboa Nova faz uma programação especial voltada às Artes Cênicas, numa espécie de celebração que homenageia quem mantém vivo o palco, seja profissional ou amadoramente. O espaço é apoiado pelo Governo do Estado, por meio do edital de Apoio a Ações continuadas de Instituições Culturais, do Fundo de Cultura da Bahia.
Em 2018 o teatro retoma o projeto Solos do Gamboa, trazendo espetáculos inéditos e com uma história recente por Salvador e Nordeste, além de um duo especial baseado na obra de Plínio Marcos. O objetivo é fomentar projetos originais, oferecer ao público performances de qualidade e dar espaço a criações diferenciadas.
Eróstrato realiza mais uma temporada no Gamboa Nova - Releitura do conto ‘O Muro’, de Sartre, a peça Eróstrato – Memória Perversa, realiza sua segunda temporada no Teatro Gamboa Nova, dentro do projeto Mês do Teatro e Do Circo – Solos do Gamboa, no mês de março. Será o quinto ciclo de apresentações do espetáculo realizado pelo Grupo de Arte Sem Sentido, formado por Alberto Abreu, Marcos Sampaio, Andreza Cerqueira e Letícia Falleiro.
Na história antiga Eróstrato foi um cidadão comum da cidade de Éfeso que queria a fama a qualquer custo. Assim, incendiou o templo de Artemis para que seu nome ficasse conhecido pelas futuras gerações. Na montagem ele busca, antes de tudo, redenção, fazendo uma ponte com as vidas catatônicas e aprisionadas da atualidade.
Para a equipe ficam as questões: quem nos reconhece em todas as pequenas explosões diárias? Quem ainda enxerga a vida enquanto nos arrastamos mortos para o próximo dia de trabalho? Como sabemos em que momento as histórias são verdadeiras? Em que momentos nos afogamos em nossas próprias histórias?
São estas inquietações que o grupo espera despertar, levando o público a refletir sobre o quanto temas debatidos por Sartre no século passado, fim dos anos 30, se ajustam aos modos de vida do presente cotidiano soteropolitano.
Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA) – Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundo de Cultura é gerido pelas Secretarias da Cultura e da Fazenda. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em 4 (quatro) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Artística e Cultural e Editais Setoriais.
Programação completa:
CINE
O Gongo
Dias: 01 a 31/03/2018 - antes das apresentações com autorização das produções
Venha fazer parte do público que já se divertiu com esta saborosa parceria entre o CineGamboa e o canal de humor digital O Gongo, com uma seleção deferente de curtas a cada mês
EXPOSIÇÃO
Os Labirintos de Zaca Oliveira - Série: #OcupaLajesNoGamboa + Ocupa Banheirão
Dias: 01 a 31/03/2018 - quarta a sábado das 16h às 20h e domingo das 15h às 17h
GRATUITO
O talentoso multiartista continua exibindo parte de suas criações nas paredes físicas e afetivas do Gamboa Nova, dentro do projeto do Acervo da Laje que valoriza as obras de artistas do Subúrbio de Salvador.
ARTES CÊNICAS
Eróstrato - memória perversa / Grupo de Arte Sem Sentido
Dias: 01, 07, 08, 14, 15, 21, 22, 28 e 29/03/2018 (quartas e quintas) - 20h
Valor: R$20 e R$10 (meia)
Classificação: 18 anos
A partir de inquietações, o grupo promove uma reflexão acerca dos modos de vida da cotidianidade, adaptados à realidade soteropolitana, mas que já eram discutidos por Sartre no fim dos anos 30.
***estreia - Puta: filha da que te pariu - Elaine Bela Vista
Dias: 01, 08, 15, 22 e 29/03/2018 (quintas) - 18h
Valor: R$20 e R$10 (meia)
Classificação: 14 anos
Experimento cênico de caráter semi-itinerante, num formato de procissão performativa, que mistura elementos do teatro e intervenção urbana para realçar e fortalecer a luta mundial pelo combate ao machismo e ao feminicídio.
***estreia no teatro Maria: Um rito para a minha avó - Leandro Santolli
Dias: 02,03,04,30 e 31/03/2018 (sextas 20h + sábados 17h e 20h + domingo 17h)
Valor: R$20 e R$10 (meia)
Classificação: 12 anos
Espetáculo de teatro documentário autocrítica sobre os exatos 60 últimos dias de vida de uma avó sob o olhar de um neto, a partir das memórias de comemoração de um aniversário que nunca existiu. Acompanhada de perto por ele, essa dura jornada emocional inspirou a criação de um solo tocante.
***estreia - Salvador Dois perdidos numa noite suja - Coletivo Tespis
Dias: 09, 10 e 11/03/2018 (sexta 20h + sábado 17h e 20h + domingo 17h)
Valor: R$20 e R$10 (meia)
Classificação: 16 anos
Com Douglas Oliveira, Leandro Handel e concepção cênica de Roberto Laplagne, a primeira montagem sergipana da peça de Plínio Marcos simula um ringue, enfatizando a luta pela sobrevivência. É também uma experiência do Núcleo de Teatro da Universidade Federal de Sergipe e usa trilha sonora ao vivo e linguagem audiovisual.
***prêmio Braskem - Mesmo sem te tocar - Fernando Santana
Dias: 16, 17 e 18/03/2018 (sexta 20h + sábado 17h e 20h + domingo 17h)
Valor: R$20 e R$10 (meia)
Classificação: 12 anos
Indicado ao Prêmio Braskem 2017 como Melhor Espetáculo, Ator, Texto e Revelação, o trabalho é a estreia solo de Fernando Santana e de Agamenon de Abreu na direção. Conta a história de um homem que, por meio de uma fenda de tempo, retorna do passado para revelar a Teresa o amor que sente por ela.
A ave - Agamenon de Abreu
Dias: 23, 24 e 25/03/2018 (sexta 20h + sábado 17h e 20h + domingo 17h)
Valor: R$20 e R$10 (meia)
Classificação: Livre
Espetáculo que propõe uma reflexão sobre os nossos medos e conformismos, com encenação de Rino Carvalho e texto de Ilma Nascimento em processo colaborativo com o ator, que comemora 25 anos de carreira junto com os 20 anos de seu Grupo Via Palco. Livremente inspirado no poema do alagoano Jorge de Lima.