Espetáculo "Animal" volta aos palcos em segunda temporada

02/04/2018
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Foto: Diney Araújo

A peça “Animal” faz uma reflexão irônica e bem humorada sobre o ensino, que mais do nunca precisa ser repensado para voltar a interessar aos jovens, sobre a carreira de professor, o choque de gerações pais x filhos e de educadores x alunos. A segunda temporada de “Animal” entra em cartaz de 6 a 22 de abril, às 19h30, no Teatro Sesc Pelourinho, sempre as sextas e sábados a preços populares R$ 10 e R$ 20.

No palco a atriz Cyria Coentro apresenta um solo cênico, com texto Inspirado em “L’Enseignant”, romance do escritor belga J.P.Dopagne, que pretende envolver os amantes do teatro, mas também alunos de escolas públicas e privadas, universitários e professores, uma vez que a abordagem da peça inspira o público a uma reflexão sobre a inversão de valores essenciais em nossa sociedade e o reflexo disso no sistema educacional. A peça é a primeira montagem do projeto Trigonoteatro, que tem repertório, concebido por Celso Nunes e que montará até agosto de 2018, três textos de três autores e três temas diferentes.

O projeto Trigonoteatro realizará três bate-papos, intitulados “Conversa a Três”. O primeiro encontro acontece no dia 12.04, às 16h, no teatro SESC-SENAC Pelourinho e reunirá o diretor Celso Nunes, a atriz Cyria Coentro e o também diretor teatral Edvard Passos. O tema em discussão é “Processo Colaborativo – Relato e Reflexões sobre a Experiência de Criação” e em pauta um bate-papo sobre este processo, e que mecanismos devem ser adotados para um bom resultado, princípios aplicados para a dramaturgia e para a interpretação.

Como parte da programação do Trigonoteatro a peça “Vultos” é o segundo espetáculo com livre adaptação de Celso Nunes do texto de Brien Friel e Moly Sweeney, que teve tradução brasileira feita por João Bithencourt. Com estreia em maio, também com direção de Celso Nunes, é considerado um dos mais belos textos sobre Ética Humana do teatro moderno. Em cena são discutidos os mistérios da mente humana, os ganhos e perdas da Medicina, a ética nas relações interpessoais, o direito de se ser o que se é, a exploração das minorias, sanidade e loucura, o universo masculino versus o feminino, temas que são pauta do dia a dia em todo o mundo e que inquietam mentes e corações.

Já em agosto, estreia a terceira peça: “Como se Fosse um Crime”, de Ângela Carneiro, brasileira que é escritora e tele roteirista da Rede Globo. Também com direção de Celso Nunes o espetáculo é uma comédia romântica à brasileira que retrata o casamento como instituição, e fala de adultério, amor, prazer sexual, colonialismo nas relações amorosas, da dinâmica do tédio e como evitá-la quando um homem e uma mulher se amam, e da importante função do tempo sobre o amor.

Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA) – Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundo de Cultura é gerido pelas Secretarias da Cultura e da Fazenda. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em 4 (quatro) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Artística e Cultural e Editais Setoriais.

Serviço:

Segunda temporada de “Animal”

De 6 a 22 de abril, (sextas e sábados), às 19h30, no Teatro Sesc Pelourinho
Ingresso: R$ 10 e R$ 20