IGHB promove curso sobre o quarto centenário da segunda visitação do Santo Ofício à Bahia

21/06/2018

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Professor Doutor Luiz Mott (Foto: Reprodução/Internet)

O professor doutor Luiz Mott (UFBA) irá ministrar o curso 4º Centenário da 2ª Visitação do Santo Ofício à Bahia, 1618-2018, dias 26, 28 e 29 de junho, das 14h às 17h, na sede do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, com inscrição gratuita. A proposta é abordar o panorama urbano de Salvador e os antecedentes socioculturais da visitação, os procedimentos inquisitoriais, o perfil dos denunciantes e denunciados, o rol dos réus condenados e suas penas.

Conforme explica o professor, a Bahia foi cenário de duas visitações da inquisição: a primeira, entre 1591 e 1592, e a segunda, de 1618 a 1620, contabilizando aproximadamente 500 denúncias e confissões de suspeitos e réus dos crimes de heresia, judaísmo, protestantismo, feitiçaria, irreligiosidade, sodomia, bigamia e imoralidade sacerdotal.

Durante quase três séculos foram presos e enviados para os cárceres secretos da Inquisição de Lisboa, 1076 indivíduos da América Portuguesa, 249 moradores da Bahia (23%), a região mais devassada pelo monstrum horrendum. Dos 20 residentes no Brasil queimados na fogueira, sete eram procedentes da Bahia.

Ainda de acordo com o especialista, a 2ª Visitação teve como inquisidor o licenciado Marcos Teixeira: ocorreu em Salvador na Igreja do Colégio dos Jesuítas entre 11 de setembro de 1618 a 25 de outubro de 1620, completando-se, portanto, nesse ano seu 4º centenário. Ao todo foram ouvidos 150 denunciantes que formalizaram 134 acusações. Entre os acusados, o bispo D. Constantino Barradas, o 8º Governador da Bahia, Diogo Botelho e o escravo Francisco Manicongo, o primeiro travesti documentado na história do Brasil.

O IGHB é uma das 17 instituições apoiadas pelo programa de Apoio a Ações Continuadas de Instituições Culturais, iniciativa da Secretaria de Cultura do Estado, através do Fundo de Cultura.

Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA) – Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundo de Cultura é gerido pelas Secretarias da Cultura e da Fazenda. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em 4 (quatro) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Artística e Cultural e Editais Setoriais.


SERVIÇO

4º Centenário da 2ª Visitação do Santo Ofício à Bahia, 1618-2018
26, 28 e 29 de junho, das 14h às 17h
Instrutor: Prof. doutor Luiz Mott (Ufba)
Avenida Joana Angélica, 43
www.ighb.org.br
(71) 3329-4463 / ighbahia@gmail.com