09/11/2018

Facilitador Gerson Moreno / Foto: Divulgação
O EPA! - Encontro Periférico de Artes conta este ano com mais de 20 atividades que vão desde oficinas, shows, espetáculos, residências artísticas e bate papo. Em sua 2ª Edição, o EPA! se dedica a valorização e a difusão de manifestações dos universos da arte negra e de periferia, idealizado e realizado pela “ExperimentandoNUS Companhia de Dança”, que vem atuando e produzindo dança de forma independente e ininterrupta há quase 10 anos no estado da Bahia.
O encontro visa propagar e difundir a arte negra e periférica. Dentro da programação, destaque para as cinco oficinas, que tiveram inscrições gratuitas e acontecem a partir desta segunda-feira (12). O EPA! Conta com o apoio financeiro do Governo do Estado via edital de Dança do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Fundação Cultural do Estado da Bahia e Secretaria da Cultura. O projeto tem ainda a direção de Bruno de Jesus e Inah Irenam.
No dia (12) segunda-feira das 09h às 12h na Escola de Dança da Funceb acontece a “Oficina de Contos, Corporalidade e Performances Negras” com a proposta de pensar, através do álbum visual de Beyoncé, denominado de Lemonade, a produção literária de mulheres negras. A facilitadora é a educadora, doutoranda, mestre em educação e contemporaneidade, Hildalia Fernandes.
Outra atividade da programação é a “Oficina de Literatura Negra” no dia (14) quarta-feira às 9h no Colégio Nelson Mandela em Periperi. A oficina, ministrada pelo escritor e produtor cultural Jairo Pinto, consistirá em leitura e discussão de textos em prosa ou versos de autores e autoras negras que refletem sobre a identidade negra, culminando na produção e apresentação de textos. O escritor participou de antologias de poemas e contos nacionais e internacionais; entre elas, diversas edições de Cadernos Negros.
Também na quarta-feira acontece a “Oficina de Danças Indígenas” às 09h na Escola de Dança da UFBA em Ondina, será conduzida pelo artista de dança e educador Gerson Moreno. A proposta da oficina é sugerir e gerar experimentações corporais a partir de exercícios e jogos de criação e ensino de danças afro-indígenas ancestrais. Com isso, visa estabelecer diálogos entre a tradição e o tempo presente, além de possibilidades de reinvenção e conexão das danças afro-ameríndias com as emergências da contemporaneidade. Gerson Moreno é coreógrafo e fundador da Cia. Balé Baião de Dança Contemporânea (CE).
O EPA! também tem atividades para crianças de 7 a 12 anos. Os pequenos vão participar da oficina de Ateliê de Contos, com a escritora e mestra em critica cultural, Ana Fátima e o poeta, produtor, Evanilson Alves. As crianças irão expressar seus sentimentos, desejos e identidades utilizando a literatura e ilustrações de capas de livros como rizoma para tais construções narrativas. A oficina visa o desprender-se das amarras mentais, do medo de compor uma história por meio da linguagem escrita. A oficina acontece também nesta quarta (14) às 14h na Escola de Dança da FUNCEB.
A quebradeira no EPA está garantida com a “Oficina Pagode Baiano” ministrada pelo coreógrafo Cupim da Bahia. O objetivo é fazer as pessoas entenderem que todo movimento pode se constituir em dança e tudo que podemos alcançar com todas as partes do corpo, perto ou longe, grande ou pequeno, com movimentos rápidos ou lentos, delimita o limite natural do espaço pessoal, no entorno do corpo do ser movente. “Meu lema maior, que faço questão de inserir na mente das pessoas, é que na dança não existem problemas, os problemas da vida são outros” analisa Cupim da Bahia. A oficina acontece no feriado do dia (15) quinta-feira às 15h o Espaço Xisto Bahia.
Já no dia (16) sexta, o Teatro Gregório de Mattos recebe a “Batalha do Passinho’’. Além das oficinas o evento vai contar com a exibição do documentário a “Batalha do Passinho”, do diretor e cientista social, Emílio Domingos. Posteriormente acontece uma conversa com o diretor que tem no seu currículo três longas e 15 curtas-metragens. O documentário, a “Batalha do Passinho”, foi vencedor da Mostra Novos Rumos no Festival do Rio de Janeiro.
Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA) – Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundo de Cultura é gerido pelas Secretarias da Cultura e da Fazenda. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em 4 (quatro) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Artística e Cultural e Editais Setoriais.