01/02/2019
Foto: Lucas Rosário
Com uma programação gratuita, que atraiu um público de todas as idades, aconteceu nesta quinta-feira (31), na Biblioteca Pública do Estado da Bahia, durante o Festival Liga Salvador, a apresentação do resultado das oficinas de negócios criativos e a formatura da primeira turma de alunos do projeto Mestre Projetista. Trata-se de uma jornada de aprendizagem em Desenvolvimento Colaborativo de Projetos Sustentáveis, voltada para empreendedores da Economia Criativa.
A iniciativa tem o apoio financeiro do Fundo de Cultura do Estado da Bahia, via edital Setorial de Economia Criativa 2016. A primeira turma de alunos do Mestre Projetista contou com 10 aprendizes que enfrentaram o desafio de desenvolver projetos de negócios sustentáveis, ou seja, negócios economicamente viáveis, socialmente justos, ambientalmente corretos e que valorizam aspectos da cultura local.
Segundo a coordenadora pedagógica do Mestre Projetista, Ana Pires, o evento é o resultado de um trabalho de quatro meses realizados por cinco equipes. “Hoje é a festa de formatura e, além de se apresentarem no palco, os alunos vão conduzir essas oficinas nas suas linguagens, que vão desde fotografias à produção musical e de audiovisual”, informou.
Foto: Lucas Rosário
Já a diretora da Economia de Cultura, da SecultBA, Roseane Patriota, ressaltou que o projeto faz parte do Edital de Economia Criativa, que já teve quatro edições. “O número de inscritos saltou da primeira edição, de 39, para 107 na última edição. O edital prioriza propostas que contemplam ações voltadas para a qualificação profissional e o empreendedorismo cultural, além de modelos de produção e circulação de bens e serviços criativos”.
Durante o Festival Liga Salvador, o público conheceu os negócios criativos e suas diferentes linguagens, vivenciando experiências artístico-culturais. O festival contou com atrações musicais e, simultaneamente, rodadas de oficinas para contação de história infantis, produção audiovisual e artesanato sustentável.
Negócios Criativos - A oficina de Joghety, com Pocket show e criação livre e coletiva de canções em tempo real com a plateia, animou os participantes com a apresentação de Viviane dos Santos, 29. “Este apoio da Secretaria de Cultura é importante para impulsionar projetos que não têm visibilidade, mas que são novidades e contribuem para a cultura, música, literatura, meio ambiente e reciclagem”, disse a integrante e vocalista da equipe.
A oficina Tapete Mágico trabalhou a contação de uma história fantástica, que levou as crianças para uma viagem ao Mundo do Magos por meio das palavras, imagens, música e improvisação. “Esse é um ótimo projeto porque desenvolve o setor de Economia Criativa, que precisa muito de informações e conteúdo voltado à gestão, editais,fomento e financiamento. Enxergar a cultura e a arte como negócio é importante. É necessário que esse negócio seja viável e o Mestre Projetista trouxe esse suporte”, destacou Danilo Aworan.
Foto: Lucas Rosário
Aworan integrou a oficina e agregou ao Mestre Projetista sua experiência como jovem participante dos Jovens Empreendedores, projeto também apoiado pela SecultBA, e vencedor de premiações promovidas pelo Ministério da Cultua (Minc) e Prêmio Funart de Dramaturgia 2018. “Iniciei nos Jovens Empreendedores, tive um reconhecimento do meu trabalho e, sem dúvida, dei continuidade a este conhecimento nesse projeto, que fortalece a Economia Criativa”.
Na Oficina de Audiovisual, os jovens Allan Gomes, 25, e Júnior Lopes,23, também inovaram com a produção de um filme que destacava no título a ideia de dois baianos. “Foi gratificante participar de um projeto apoiado pela Secult que propõe a empreender com nossos sonhos e potencializar projetos,”, disse Lopes. Para Allan, no projeto Jovens Empreendedores já havia tido a oportunidade de empreender. “Desde esse primeiro projeto ficamos preparados para novas propostas como a do Mestre Projetista e o que a Secult proporcionou agora foi darmos continuidade a essas ideias”.
Outro negócio criativo de destaque foi trazido pela Revivart, oficina de artesanato que utiliza resíduos hospitalares livres de contaminação e leva o participante a uma experiência única que mescla criatividade, educação e arte. Por último, o público teve a oportunidade de participar da oficina de produções fotográficas com celular e introdução à linguagem cinematográfica, dividida em parte teórica, parte prática, edição e finalização junto aos participantes.
Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA) – Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundo de Cultura é gerido pelas Secretarias da Cultura e da Fazenda. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em 4 (quatro) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Artística e Cultural e Editais Setoriais.