02/03/2019

Didá celebra 25 anos de Samba Reggae e Resistência Negra Feminina / Foto: Boni Fotografias
Baianas. Benzedeiras. Dançarinas e principalmente percussionistas. A Didá entrou no Campo Grande com a força dos seus tambores, afinados na batida do samba reggae, com 70 percussionistas. Com o tema “Didá 25 anos de samba reggae na resistência negra feminina”, o bloco abriu a programação do Carnaval Ouro Negro neste sábado, dia 02 de março. No alto do trio, com um enorme turbante laranja estava Nega Jhô, destaque do bloco, representando o Orixá Oxumaré, simbolizando as transformações dos ciclos, mas também a beleza e a renovação da vida.
Arruda, tapete de Oxalá, espada de Ogum, manjericão e flores brancas estavam nos vasos das benzedeiras, mais nova ala do bloco, que ainda traz a proteção de baianas que abriram o desfile. A ancestralidade e a resistência das mulheres negras foram lembradas nos corpos das dançarinas, que trouxeram no rosto a antiga máscara de flandres, castigo aplicado em inúmeras mulheres escravizadas.
“A gente comemora esse ciclo de bodas de prata do bloco, mas também inaugura a perspectiva dos próximos anos. Estamos trazendo uma Ala do Parto, pensando o tambor como um útero, mas também lembrando nomes fundamentais, como Marielle Franco, como Neguinho do Samba, como Bira Reis e outras referências”, revela Viviam Caroline, uma das fundadoras da Didá. A percussionista abriu o desfile lembrando a importância das políticas públicas, a exemplo do Carnaval Ouro Negro, que contribui para a continuidade do trabalho do bloco e organização não-governamental, bem como a parceria com a Campanha Respeita As Minas, da Secretaria Estadual de Políticas para Mulheres.
Arruda, tapete de Oxalá, espada de Ogum, manjericão e flores brancas estavam nos vasos das benzedeiras, mais nova ala do bloco, que ainda traz a proteção de baianas que abriram o desfile. A ancestralidade e a resistência das mulheres negras foram lembradas nos corpos das dançarinas, que trouxeram no rosto a antiga máscara de flandres, castigo aplicado em inúmeras mulheres escravizadas.
“A gente comemora esse ciclo de bodas de prata do bloco, mas também inaugura a perspectiva dos próximos anos. Estamos trazendo uma Ala do Parto, pensando o tambor como um útero, mas também lembrando nomes fundamentais, como Marielle Franco, como Neguinho do Samba, como Bira Reis e outras referências”, revela Viviam Caroline, uma das fundadoras da Didá. A percussionista abriu o desfile lembrando a importância das políticas públicas, a exemplo do Carnaval Ouro Negro, que contribui para a continuidade do trabalho do bloco e organização não-governamental, bem como a parceria com a Campanha Respeita As Minas, da Secretaria Estadual de Políticas para Mulheres.

Didá abriu o Circuito Osmar no terceiro dia do Carnaval Ouro Negro / Foto: Boni Fotografias
Aos 76 anos de idade, a dona de casa Neles Ribeiro dos Santos sai há seis anos no bloco, no chão e esbanja animação “Eu amo estar aqui e saio há seis anos. Gosto muito do clima. Não tem confusão, é paz e alegria. Há muito respeito e admiro muito toda equipe”, afirma a folia.
E tem mais Ouro Negro
Para quem perdeu o desfile da Didá, na segunda-feira, dia 04 de março, às 11h30, o bloco sai novamente colocando seu samba reggae na rua na programação do Ouro Negro.
Carnaval da Cultura – É o carnaval dos blocos afro, de samba, de reggae e dos afoxés, apoiados por meio do Edital Ouro Negro para desfilar nos três principais circuitos da folia: Batatinha, Dodô e Osmar. É a folia animada, diversa e democrática do Carnaval do Pelô, que abraça o carnaval de rua, microtrios e nanotrios, além de promover nos palcos grandes encontros musicais e variados ritmos numa ampla programação. Tem Afro, Reggae, Arrocha, Axé, Antigos Carnavais, Samba, Hip-hop e Guitarra Baiana, além de Orquestras e Bailes Infantis. Promovido pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura (SecultBA), o Carnaval da Cultura é da Bahia. O Mundo se Une Aqui! Confira mais fotos no Flickr: https://goo.gl/6c7RT5
Por Monica Santana