Lateral Elétrica e Parah Monteiro mostram os encantos da Guitarra baiana no Pelô

02/03/2019
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Banda Lateral Elétrica / Foto: Lucas Rosário (SecultBA)

Ao som de clássicos carnavalescos animados como Morena Tropicana, Pombo Correio e Vida Boa, entre outros sucessos conhecidos do grande público, os músicos da Banda Lateral Elétrica, fizeram literalmente o chão da praça balançar neste sábado (02), às 18h, no Largo Quincas Berro D’Água, relembrando os antigos carnavais. A apresentação trouxe para o folião a energia da guitarra baiana e a essência do trio elétrico, em meio a confetes, serpentinas e bolas de sabão, sob o comando da criançada.

Sandra Valéria, 40, acompanhada do marido Antônio Ornelas, 70, fez questão de sair de Maceió, no estado de Alagoas, para curtir pela décima vez o Carnaval do Pelô. “Amo esse carnaval por causa das marchinhas, da energia positiva. Aqui, não existe tristeza. É só alegria”, declarou, empolgada.

Ludimila Menezes, 29, moradora do bairro da Ribeira e filha do percussionista da Lateral Elétrica, Roque Wilson, aproveitou o ambiente calmo e festivo para se divertir com o filho, João Paulo, 5. “Aqui, a criança fica à vontade, sem confusão, e o espaço pode ser bem explorado em um carnaval que encanta.

O show contou ainda com a participação da ex-vocalista da primeira formação da Banda Mel, Janete Dantas, que cantou clássicos do carnaval baiano como Faraó e Lambretinha. “Esse carnaval é muito importante. Foi daqui do Pelourinho que saíram os grandes sucessos. Este é o segundo ano que participo e é uma alegria imensa relembrar todo esse começo”, ressaltou. Para o artista Paulo Marcos, o Carnaval do Pelourinho, tem uma enorme importância. “É um resgate da cultura, um verdadeiro fortalecimento voltar para as raízes desta folia”.

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Parah Monteiro / Foto: Lucas Rosário (SecultBA)

O som inconfundível e vibrante da Guitarra baiana também atraiu admiradores ao Largo Pedro Archanjo, onde o cantor Parah Monteiro abriu o show lembrando que “toda a cidade é d’oxum e que a força que mora n’água não faz distinção de cor”.

Leandro Andrade, 31, morador da Cidade Baixa (Ribeira), trajava uma fantasia de palhaço e dançava com a filha Bianca Beatriz, de apenas um ano e nove meses. “Gosto do carnaval do Pelourinho. Aqui é um lugar bom para trazer criança. É uma boa oportunidade, sobretudo pela cultura do Pelourinho. Essa é a primeira vez que brinco com minha filha e escolhi aqui para ela conhecer”.

Carnaval da Cultura – É o carnaval dos blocos afro, de samba, de reggae e dos afoxés, apoiados por meio do Edital Ouro Negro para desfilar nos três principais circuitos da folia: Batatinha, Dodô e Osmar. É a folia animada, diversa e democrática do Carnaval do Pelô, que abraça o carnaval de rua, microtrios e nanotrios, além de promover nos palcos grandes encontros musicais e variados ritmos numa ampla programação. Tem Afro, Reggae, Arrocha, Axé, Antigos Carnavais, Samba, Hip-hop e Guitarra Baiana, além de Orquestras e Bailes Infantis. E é também a preservação do patrimônio cultural, com o apoio ao carnaval tradicional dos mascarados de Maragojipe. Promovido pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura (SecultBA), o Carnaval da Cultura é da Bahia. O Mundo se Une Aqui! Confira mais fotos no Flickr: https://goo.gl/6c7RT5

Repórter: Guta Barros