“Baile de Autor” abre segunda noite do Carnaval do Pelô relembrando sucessos da década de 90

02/03/2019
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Manno Góes, Jorge Zárath e Tenison Del Rey / Foto: Alexandra Martins (Divulgação/SecultBA)

Um encontro com a memória do Carnaval da Bahia aconteceu na noite deste sábado, no Largo do Pelourinho (palco oficial do Carnaval do Pelô). “Ê saudade que bate no meu coração” foi a brecha para Manno Góes, Tenison Del Rey e Jorge Zárath apresentarem o projeto “Baile de Autor”, que consistiu em tocar canções autorais dos três cantores e compositores, culminando num resgate da musicalidade carnavalesca, especialmente da década de 90.

“Tum tum bateu, tum tum bateu, a saudade bateu e doeu”. E bateu mesmo quando o público ouviu dezenas de canções que relembraram carnavais de outrora e se tornaram hits através de artistas como Netinho, É o Tchan, Banda Mel, Márcia Short, Chiclete com Banana, Ricardo Chaves, Olodum, entre outros.

Juntos, Manno, Tenison e Jorge reúnem mais de 600 composições, que somam mais 20 de milhões de cópias vendidas. “Muitas pessoas não sabem que essas músicas são de nossa autoria, seja individual, em dupla ou trio. Então, a proposta desse projeto é também mostrar a questão do direito autoral envolvida aí e da qual temos dialogado nos últimos tempos”, explica o músico Manno Góes, que também é diretor da União Brasileira de Compositores (UBC).

Os direitos autorais e suas consequências dentro do cenário nacional foram o mote principal do “Baile do Autor”, que por sua vez é resultado do projeto “Papo de Autor”, bate-papo musicado realizado pelos três compositores em novembro do ano passado, no Teatro Castro Alves. “A gente chegou a conclusão de que melhor do que fazer palestra era a gente fazer isso mostrando nossa música, tocando a origem de cada música composta, contando as histórias de como cada uma delas foi feita”, completa Jorge Zárath.

Pelo visto a iniciativa agradou a gregos e troianos, pois não teve quem ficasse parado diante dos clássicos entoados. “Eu nem acabei de subir a ladeira (do Pelourinho) toda e por aqui mesmo fiquei curtindo as músicas e conhecendo suas histórias e seus compositores, o que com certeza precisamos valorizar”, revela a professora Ana Bueno. E antes mesmo que Manno, Tenison e Jorge puxassem o coro de “acabou ô ô ô, acabou”, os foliões do Pelourinho já pediam: “Mais um, mais um, mais um”.

Carnaval da Cultura – É o carnaval dos blocos afro, de samba, de reggae e dos afoxés, apoiados por meio do Edital Ouro Negro para desfilar nos três principais circuitos da folia: Batatinha, Dodô e Osmar. É a folia animada, diversa e democrática do Carnaval do Pelô, que abraça o carnaval de rua, microtrios e nanotrios, além de promover nos palcos grandes encontros musicais e variados ritmos numa ampla programação. Tem Afro, Reggae, Arrocha, Axé, Antigos Carnavais, Samba, Hip-hop e Guitarra Baiana, além de Orquestras e Bailes Infantis. E é também a preservação do patrimônio cultural, com o apoio ao carnaval tradicional dos mascarados de Maragojipe. Promovido pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura (SecultBA), o Carnaval da Cultura é da Bahia. O Mundo se Une Aqui!Confira mais fotos no Flickr: https://goo.gl/6c7RT5

Repórter: Juliana Dias