03/03/2019

Orquestra de Reggae de Cachoeira | Foto: Alexandra Martins
O Pelourinho é conhecido internacionalmente como um dos espaços mais emblemáticos do reggae brasileiro. E é claro que o Patrimônio Imaterial da Unesco não poderia faltar dentro da programação do Carnaval do Pelô. Na noite deste domingo (3), dezenas de foliões que compareceram aos largos do Pelourinho tiraram o pé do chão e caíram no balanço do reggae sob o comando da Orquestra de Reggae de Cachoeira e da cantora Renata Bastos.
“Quem curte reggae em Salvador sabe que a nossa principal referência é o Pelourinho. É muito justo ver que o reggae continua fazendo parte da grade de atração do Carnaval do Pelô”, afirma o ator do Bando de Teatro Olodum, Jorge Washington. Tanto é assim que este foi o terceiro ano que a Orquestra de Reggae de Cachoeira se apresenta no Largo Pedro Archanjo, levando para o palco 23 músicos, com idades entre 14 a 29 anos.
Embora o grupo, que alia arranjos orquestrais com a música reggae, seja veterano no Carnaval do Pelô, teve quem debutou na folia. É o caso de Ana Beatriz Sena, que se diz apaixonada pelo ritmo e na juventude de seus 14 anos percebe a importância da mensagem que é passada através das canções de Bob Marley e Edson Gomes. “Antes eu não tinha ideia do que o reggae falava, hoje vejo que muitas músicas retratam a realidade de resistência de um povo. Estou muito feliz de fazer parte disso pela primeira vez”, reflete a jovem.
A Orquestra de Reggae de Cachoeira surgiu em 2012, através de uma iniciativa do maestro Flávio Santos, e desde então atua ensinando jovens da cidade a tocar diversos instrumentos. “É uma felicidade muito grande estarmos mais uma vez participando da festa, apresentando um repertório pautado na musicalidade e memória do Recôncavo Baiano”, destaca Flávio, que já tocou com Sine Calmon, na banda Morrão Fumegante.

Renata Bastos | Foto: Alexandra Martins
Não muito distante, no Largo Tereza Batista, a cantora Renata Bastos, uma das grandes expoentes femininas do reggae baiano, se apresentou para um público ávido pelo embalo do ritmo jamaicano. Com um repertório formado por canções autorais, e clássicos de Bob Marley e Edson Gomes, a artista participa pela segunda vez no Carnaval do Pelô e não esconde a alegria de fazer parte da folia. “Eu acho incrível a aderência do público ao reggae num momento em que o axé music tem uma grande visibilidade. A galera quer, espera e cobra a nossa presença na festa, o que no final tem tudo haver com a essência do carnaval e do Pelourinho”, resume Renata.
Carnaval da Cultura – É o carnaval dos blocos afro, de samba, de reggae e dos afoxés, apoiados por meio do Edital Ouro Negro para desfilar nos três principais circuitos da folia: Batatinha, Dodô e Osmar. É a folia animada, diversa e democrática do Carnaval do Pelô, que abraça o carnaval de rua, microtrios e nanotrios, além de promover nos palcos grandes encontros musicais e variados ritmos numa ampla programação. Tem Afro, Reggae, Arrocha, Axé, Antigos Carnavais, Samba, Hip-hop e Guitarra Baiana, além de Orquestras e Bailes Infantis. E é também a preservação do patrimônio cultural, com o apoio ao carnaval tradicional dos mascarados de Maragojipe. Promovido pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura (SecultBA), o Carnaval da Cultura é da Bahia. O Mundo se Une Aqui! Confira mais fotos no Flickr: https://goo.gl/6c7RT5
Repórter: Juliana Dias