23/09/2019

Foto: Lucas Rosário
Na última sexta-feira, dia 20 de setembro, O Espaço Xisto Bahia recebeu pessoas com deficiências do Espaço Via Ponte e cegos do Instituto de Cegos da Bahia para um dia de reflexões sobre a profissionalização artística de pessoas com deficiência. Intitulado Dia C da Cultura Acessível, o evento reuniu artistas, agentes culturais, militantes e representantes de instituições que levantam a bandeira da acessibilidade para uma aula aberta com músicos do projeto Neojibá e uma roda de conversa sobre inclusão no mercado de trabalho.
O Diretor de Espaços Culturais da Superintendência de Desenvolvimento Territorial da Cultura (Sudecult), Wdileston Souza representou a Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA) no evento e destacou a importância do Espaço Xisto Bahia enquanto local de mobilização e articulação de ações voltadas para a acessibilidade em Salvador. “O Xisto é este local de referência sobre acessibilidade artística e precisamos levar essa discussão também aos demais espaços culturais da Secretaria”, enfatizou. A coordenadora do Xisto, que é cadeirante, Ninfa Cunha destacou que tem havido uma escuta mais sensível por parte da SecultBA sobre as demandas pela acessibilidade não apenas no que diz respeito a adequação dos 17 Espaços Culturais da secretaria.
O artista e professor da Escola de Dança da Ufba, Edu O. falou sobre a condição do homem de ser um “ser bípede” e sobre a inexistência de um lugar para as pessoas com deficiências físicas neste contexto. Ele questionou ainda a ausência das pessoas com deficiências nos fóruns e debates sobre acessibilidade e defendeu que a discussão deve ir além da questão do ir e vir.
Sobre a programação - Pela manhã, o Neojibá – Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia apresentou a metodologia desenvolvida e aplicada nas aulas de educação musical para pessoas com deficiências. As estratégias utilizadas nas aulas visam o aperfeiçoamento das habilidades musicais, psicomotoras e sociais, através do uso de instrumentos melódicos e de percussão. A atividade enveredou pela tarde, que começou com uma performance da Cia Experimentando-nus, grupo residente do Espaço Xisto, e continuou com uma roda de conversa mediada por Ninfa, com a participação de João Lima (diretor Artístico do Casulo de Artes Inclusivas), Antônio Marques (coordenador Artístico da APAE - Salvador), Edu O. (artista e professor da Escola de Dança da UFBA) e Renata Martorelli (representante da SUDEF - Superintendência dos Direitos da Pessoa com Deficiência / Câmara Temática Promoção da Igualdade da Pessoa com Deficiência). Edu O.
Espaços Culturais da SecultBA - A Secretaria de Cultura do Estado da Bahia mantém 17 espaços culturais geridos pela Diretoria de Espaços Culturais (DEC), e localizados em diversos Territórios de Identidade. Destes, cinco encontram-se em Salvador - Cine Teatro Solar Boa Vista, Espaço Xisto Bahia, Casa da Música de Itapuã, Centro de Cultura de Plataforma e Espaço Cultural Alagados - e 12 nos municípios de Alagoinhas, Feira de Santana, Guanambi, Itabuna, Jequié, Juazeiro, Lauro de Freitas, Mutuípe, Porto Seguro, Santo Amaro, Valença e Vitória da Conquista.
O Diretor de Espaços Culturais da Superintendência de Desenvolvimento Territorial da Cultura (Sudecult), Wdileston Souza representou a Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA) no evento e destacou a importância do Espaço Xisto Bahia enquanto local de mobilização e articulação de ações voltadas para a acessibilidade em Salvador. “O Xisto é este local de referência sobre acessibilidade artística e precisamos levar essa discussão também aos demais espaços culturais da Secretaria”, enfatizou. A coordenadora do Xisto, que é cadeirante, Ninfa Cunha destacou que tem havido uma escuta mais sensível por parte da SecultBA sobre as demandas pela acessibilidade não apenas no que diz respeito a adequação dos 17 Espaços Culturais da secretaria.
O artista e professor da Escola de Dança da Ufba, Edu O. falou sobre a condição do homem de ser um “ser bípede” e sobre a inexistência de um lugar para as pessoas com deficiências físicas neste contexto. Ele questionou ainda a ausência das pessoas com deficiências nos fóruns e debates sobre acessibilidade e defendeu que a discussão deve ir além da questão do ir e vir.
Sobre a programação - Pela manhã, o Neojibá – Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia apresentou a metodologia desenvolvida e aplicada nas aulas de educação musical para pessoas com deficiências. As estratégias utilizadas nas aulas visam o aperfeiçoamento das habilidades musicais, psicomotoras e sociais, através do uso de instrumentos melódicos e de percussão. A atividade enveredou pela tarde, que começou com uma performance da Cia Experimentando-nus, grupo residente do Espaço Xisto, e continuou com uma roda de conversa mediada por Ninfa, com a participação de João Lima (diretor Artístico do Casulo de Artes Inclusivas), Antônio Marques (coordenador Artístico da APAE - Salvador), Edu O. (artista e professor da Escola de Dança da UFBA) e Renata Martorelli (representante da SUDEF - Superintendência dos Direitos da Pessoa com Deficiência / Câmara Temática Promoção da Igualdade da Pessoa com Deficiência). Edu O.
Espaços Culturais da SecultBA - A Secretaria de Cultura do Estado da Bahia mantém 17 espaços culturais geridos pela Diretoria de Espaços Culturais (DEC), e localizados em diversos Territórios de Identidade. Destes, cinco encontram-se em Salvador - Cine Teatro Solar Boa Vista, Espaço Xisto Bahia, Casa da Música de Itapuã, Centro de Cultura de Plataforma e Espaço Cultural Alagados - e 12 nos municípios de Alagoinhas, Feira de Santana, Guanambi, Itabuna, Jequié, Juazeiro, Lauro de Freitas, Mutuípe, Porto Seguro, Santo Amaro, Valença e Vitória da Conquista.