14/10/2019

Foto: Divulgação
Em sua 12ª. edição, o Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia - FIAC Bahia - acontece de 22 a 27 de outubro, em Salvador, com fôlego para promover encontros que possibilitem imaginar futuros em um Brasil que desmonta conquistas culturais, educacionais e sociais. A partir de uma programação internacional, nacional e local de ações artísticas e formativas, o festival afirma esperança, vitalidade, capacidade de reinvenção. O FIAC Bahia chega em 2019 com apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura e das secretarias da Fazenda (Sefaz) e de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).
O Festival conta também com o apoio institucional do Goethe-Institut e a realização da 7Oito Projetos & Produções. O encontro trará artistas, curadores, gestores e agentes culturais de Alagoinhas, Belo Horizonte, Buenos Aires, Lausanne, Campinas, Salvador, Itacaré, Rio de Janeiro, Londres, São Paulo, Paris e Vitória da Conquista, entre outras, formando um grupo original de mais de 30 cidades compondo uma programação de onze espetáculos de teatro, dança, circo e performance, três residências artísticas, três oficinas (para crianças, jovens e adultos), uma festa, duas leituras dramáticas, uma instalação, intercâmbios e um lançamento de livro, além da 6ª edição do Seminário Internacional de Curadoria e Mediação em Artes Cênicas.
A estreia pública do primeiro espetáculo da 12ª edição do FIAC Bahia será no dia 22 de outubro, às 20h, no Teatro Vila Velha. É lá que o conceituado LUME Teatro, de Campinas, apresenta "KINTSUGI – 100 Memórias”. A montagem celebra os 30 anos do grupo abordando a memória como ação: o gesto de revisitar o passado nas suas imperfeições – erros, dores e cicatrizes –, para então construir o porvir. "KINTSUGI – 100 Memórias”, assim como outros espetáculos do FIAC Bahia, contará com tradução em Libras. A programação completa do festival está disponível em seu site (www.fiacbahia.com.br) e os ingressos podem ser adquiridos online (www.sympla.com.br/fiacbahia) ou presencialmente (na bilheteria central do Goethe-Institut Salvador).
A programação do Festival afirma um posicionamento em relação à história. “Precisamos nos confrontar com o nosso tempo para construirmos outras possibilidades de futuro. Isso diz respeito a uma ética da memória, e também à nossa capacidade de mobilizar a imaginação e sonho”, afirma Felipe de Assis, diretor do festival. “O momento nos pede coragem e disposição para seguirmos nos reinventando, e o FIAC é um espaço para isso”. Para acolher estas atividades, o Teatro Vila Velha, Teatro Martins Gonçalves, Goethe-Institut, Escola de Dança da UFBA e o espaço Coaty abrem as suas portas. A programação se expande também para as ruas de Salvador.
O FIAC Bahia dá início também no dia 22 de outubro, às 10h, no Goethe-Institut, à 6ª edição do Seminário Internacional de Curadoria e Mediação em Artes Cênicas, com rodas de diálogos, um terreiro de debates performativos, compartilhamento de residências internacionais e mostra de vídeos. As atividades são gratuitas, terão tradução em Libras, e se estenderão até o dia 27/10 (a programação completa pode ser conferida no site www.fiacbahia.com.br).
“Em cinco edições realizadas, o Seminário tem sido um espaço muito importante de troca de conhecimentos”, coloca Rita Aquino, coordenadora das atividades formativas do festival, lembrando que já estiveram no evento mais de 40 profissionais convidados de diferentes partes do mundo. “Este ano contaremos com a participação de intelectuais, agentes culturais do interior do Estado da Bahia, profissionais que trabalham com acessibilidade e curadores de diversos festivais no país”.
As abordagens do Seminário também desejam dialogar com as reinvenções de futuro propostas pela curadoria do Festival. O Terreiro, por exemplo, jogo cênico integrante do Seminário que propõe rodas de conversas urgentes, intensas, necessárias e não convencionais, chega em 2019 com pensadoras negras para refletir com o público sobre arte, vida e contemporaneidade.
Residências artísticas – Promovendo o encontro entre artistas e processos de investigação e criação, as Residências Artísticas ganham destaque no FIAC Bahia 2019. O projeto Coletivo Utópico aporta em Salvador com artistas do Brasil, Suíça e Argentina para pesquisar comunidades utópicas e formas de organização não globalizadas, visando novas configurações de intercâmbio entre indivíduos e espaços – com conferência performativa/ação de livre acesso ao público durante o FIAC.
Outra residência, a Forest Fringe x FIAC Bahia, promove o intercâmbio entre criadoras britânicas do coletivo Forest Fringe, do Reino Unido, e duas artistas brasileiras que vivem e trabalham na Bahia. Esta proposta foi selecionada pelo Programa Pontes, parceria entre a Oi, o Oi Futuro e o British Council, com foco no fomento e intercâmbio de festivais brasileiros. A Forest Fringe x FIAC Bahia tem foco no processo de troca e criação, e também prevê o compartilhamento com o público durante o Festival.
FIAC expandido - Eixo de ações que extrapolam as datas oficiais do evento com propostas diversas, o FIAC Expandido ganha corpo em 2019 com a realização de oficinas de elaboração de projetos na Universidade Federal da Bahia - UFBA, assim como a oferta de campo de estágio para estudantes do Centro Estadual de Educação Profissional Isaías Alves - CEEPIA.
Também como parte do FIAC Expandido, o Festival vem realizando desde agosto a 3ª. edição do Programa de Intercâmbio Artístico-Cultural em Festivais FIAC / FUNCEB (órgão da SecultBA), com a participação de 14 agentes culturais de teatro, dança e circo do Estado da Bahia. Estes agentes produziram um Mapa Cultural da Bahia a partir dos Macro territórios de identidade, que também será compartilhado na programação do festival. “Estamos investindo em internacionalização e também em interiorização, compreendendo estes movimentos de forma dialógica e complementar”, acrescenta Felipe de Assis.
Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA) – Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundo de Cultura é gerido pelas Secretarias da Cultura e da Fazenda. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em 4 (quatro) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Cultural e Editais Setoriais.