Samba agita a noite de segunda-feira do Carnaval do Pelô

25/02/2020
f
Simone Mota, Mazzo Guimarães e Luciano Salvador Bahia / Foto: Almir Santos


Mostrando que o folião do Pelô não é ruim da cabeça e nem doente do pé, todo mundo deixou o corpo mole e caiu no “Samba da Minha Terra”, que marcou a segunda-feira de carnaval no Centro Histórico, no projeto Eu Sambo Mesmo 2020. A ideia surgiu da paixão por este gênero musical, vivida pelos cantores Simone Mota, Mazzo Guimarães e Luciano Salvador Bahia.

No palco do Largo do Pelourinho, às 20h30, foram entoados sucessos inesquecíveis como “Não Deixe o Samba Morrer”, “Brasil Pandeiro”, “Coração Leviano” e “Com que roupa?”. O resultado foi um grande e belíssimo coral cantando em alta voz cada uma destas letras imortais, que fazem sucesso até hoje e revisitam a história do samba brasileiro. Adaptados para o ritmo, sucessos da MPB também fizeram parte do repertório, que contou com obras de Chico Buarque, Caetano Veloso, Maria Bethânia, João Bosco, dentre outros.

Não faltaram alegria e originalidade no palco principal do Carnaval do Pelô. O espetáculo animou os foliões que, junto aos artistas, homenagearam bambas como Batatinha, Edil Pacheo, Ederaldo Gentil, Riachão, Nelson Rufino, Walmir Lima e Noel Rosa.

O cantor Luciano Salvador Bahia,um dos integrantes do Projeto 03 Artistas, destacou que o show apresentado é um grande baile de samba. “A ideia é essa. Temos um repertório mais voltado para compositores da Bahia de samba, mas também fazemos sambas mais modernos com repertórios, como os de Mart’nália, os Novos Baianos, e um leque vasto de samba”.

Ele contou que o projeto foi idealizado pelo diretor musical e pianista Marco de Carvalho e que todos os três artistas têm muita ligação com o samba. “Todos nós cantamos samba, embora Mazzo Guimarães seja um sambista puro, que participou do projeto Samba da Igreja e fez o Samba de Gafieira”.

O show apresentado ao público mostrou um trabalho instrumental feito com muito cuidado, a exemplo de uma orquestra de samba ou um baile de gafieira. “Arregimentamos uma banda que é m dos destaques do trabalho. Todas as músicas têm um arranjo específico, com detalhes de cada instrumento”.

A banda foi formada por Marco de Carvalho (Direção musical e Piano), Leidson Galtier (Baixista), Robson Cunha (Bateria), Alex Mesquita (Violão e guitarra), Daniela Penna (Percussão), Matias Traut, (Trobone), Som (Técnico Caji), Maurício Martins (Figurinista e Cenógrafo).

Carnaval do Pelô – Realizado pelo Governo do Estado, o Carnaval do Pelô traz cinco dias de folia para o Centro Histórico de Salvador, com atrações que contemplam os diversos ritmos e tribos. O Largo do Pelourinho será palco dos principais shows da festa, promovendo encontros musicais variados para marcar a memória de cada folião. Nos largos Pedro Archanjo, Tereza Batista e Quincas Berro D’Água a mistura traz axé, samba, orquestra, antigos carnavais, rap, afro, guitarra baiana, arrocha e reggae, além de bailes infantis para unir toda a família. As ruas do Pelô mantêm a tradição dos desfiles dos grupos e bandas, sempre em clima de animação e muita paz. Tudo isso torna o Pelourinho o circuito mais diversificado e democrático da folia.

Carnaval da Cultura – Fundamentado nas matrizes que construíram a nossa história, expressadas através das danças e musicalidade dos blocos afro e dos afoxés, na alegria e no gingado do samba, na força e balanço do reggae, que integram o Carnaval Ouro Negro em 2020. Com a diversidade de gerações e de ritmos que ocupam os palcos do Carnaval do Pelô, e que ainda toma conta das ruas mantendo a tradição que une os foliões no Centro Histórico. Por meio destes projetos de grande participação comunitária e popular, o Carnaval da Cultura, que integra o Carnaval da Bahia, do Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura, dá continuidade às políticas de preservação e democratização na maior folia do mundo, que segue colorida, diversa e com o espírito folião que contagia todo baiano.