25/02/2020

Bule Bule / Foto: Rebeca Thaís
Três artistas, três instrumentos de corda e três sotaques. Através do Projeto 3 Artistas, o cancioneiro Roberto Mendes, o repentista Bule Bule e a cantora Josyara uniram o Sertão e o Recôncavo Baiano para fazer o show “Som Interior - trovas violadas de uma Bahia profunda”. Apresentado na noite desta terça-feira (25), às 18h, no Largo do Pelourinho, o show fez um passeio pelo samba e suas vertentes, tendo a viola e o violão como destaques, e fazendo o público viajar nos ritmos do interior profundo.
O ponto alto do show foi quando os três artistas entraram juntos no palco e cantaram “Só se vê na Bahia” e “Manda chamar”, ambas as canções de Roberto Mendes. “Manda chamar Tupã, manda chamar Olorum, para o Rei Brasil renascer de novo”, entoaram o refrão da canção que reafirma as origens da formação da sociedade brasileira.
“O carnaval é uma grande feira, onde todos se encontram para comemorar a safra, a fartura, a alegria, e a canção é o grande ponto de encontro. O show é esse encontro de três variantes em busca de um canto único”, assim Mendes definiu o show que reuniu três vozes para, através de suas cantorias e violões, cantarem a riqueza cultural do interior da Bahia.
O ponto alto do show foi quando os três artistas entraram juntos no palco e cantaram “Só se vê na Bahia” e “Manda chamar”, ambas as canções de Roberto Mendes. “Manda chamar Tupã, manda chamar Olorum, para o Rei Brasil renascer de novo”, entoaram o refrão da canção que reafirma as origens da formação da sociedade brasileira.
“O carnaval é uma grande feira, onde todos se encontram para comemorar a safra, a fartura, a alegria, e a canção é o grande ponto de encontro. O show é esse encontro de três variantes em busca de um canto único”, assim Mendes definiu o show que reuniu três vozes para, através de suas cantorias e violões, cantarem a riqueza cultural do interior da Bahia.

Josyara / Foto: Rebeca Thaís
Antes de dividirem o palco,porém, cada um entrou, individualmente, para apresentar seus shows. Primeiro, Bule Bule,acompanhado pela viola e pandeiro, fez o seu samba rural, característico do sertão baiano. Ele tocou e cantou músicas próprias como “Cacimba Nova”, além de canções do cancioneiro popular. Depois foi a vez de Josyara e seu violão levantarem o público com uma mistura de ritmos nordestinos, como o samba-reggae, o baião e o maracatu, marcada por arranjos próprios e sonoridades universais. No repertório, canções autorais do álbum “Mansa Fúria” (2018), como “Iara Correnteza” e “Fogueira”.
Primeira vez de Josyara no Carnaval do Pelô, ela falou sobre a alegria de dividir o palco com dois mestres da cultura popular da Bahia. “É uma honra pra mim estar com esses dois grandes mestres e artistas que muito me influenciam, Roberto Mendes e seu violão percussivo que conta a história do Recôncavo, e Bule Bule com a força do sertão”, disse a artista, que é natural de Juazeiro, no norte do estado.

Roberto Mendes / Foto: Rebeca Thaís
O santo-amarense Roberto Mendes foi o último a subir no palco com o seu violão, instrumento do qual é exímio tocador e para o qual criou uma maneira singular e complexa de tocar, traduzindo o samba chula para o violão popular brasileiro. Acompanhado por seu filho Léo Mendes, executou canções que fizeram sucesso na voz de outros intérpretes, como “Massemba”, gravada por Maria Bethânia.
Os artistas foram acompanhados pela banda formada por João Mendes (direção musical e guitarra), Gustavo Caribé (baixo),Tedy Santana (bateria) e Felipe Alex (percussão).
Carnaval do Pelô – Realizado pelo Governo do Estado, o Carnaval do Pelô traz cinco dias de folia para o Centro Histórico de Salvador, com atrações que contemplam os diversos ritmos e tribos. O Largo do Pelourinho será palco dos principais shows da festa, promovendo encontros musicais variados para marcar a memória de cada folião. Nos largos Pedro Archanjo, Tereza Batista e Quincas Berro D’Água a mistura traz axé, samba, orquestra, antigos carnavais, rap, afro, guitarra baiana, arrocha e reggae, além de bailes infantis para unir toda a família. As ruas do Pelô mantêm a tradição dos desfiles dos grupos e bandas, sempre em clima de animação e muita paz. Tudo isso torna o Pelourinho o circuito mais diversificado e democrático da folia.
Carnaval da Cultura – Fundamentado nas matrizes que construíram a nossa história, expressadas através das danças e musicalidade dos blocos afro e dos afoxés, na alegria e no gingado do samba, na força e balanço do reggae, que integram o Carnaval Ouro Negro em 2020. Com a diversidade de gerações e de ritmos que ocupam os palcos do Carnaval do Pelô, e que ainda toma conta das ruas mantendo a tradição que une os foliões no Centro Histórico. Por meio destes projetos de grande participação comunitária e popular, o Carnaval da Cultura, que integra o Carnaval da Bahia, do Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura, dá continuidade às políticas de preservação e democratização na maior folia do mundo, que segue colorida, diversa e com o espírito folião que contagia todo baiano.
Repórter: Gabriela FonsecaOs artistas foram acompanhados pela banda formada por João Mendes (direção musical e guitarra), Gustavo Caribé (baixo),Tedy Santana (bateria) e Felipe Alex (percussão).
Carnaval do Pelô – Realizado pelo Governo do Estado, o Carnaval do Pelô traz cinco dias de folia para o Centro Histórico de Salvador, com atrações que contemplam os diversos ritmos e tribos. O Largo do Pelourinho será palco dos principais shows da festa, promovendo encontros musicais variados para marcar a memória de cada folião. Nos largos Pedro Archanjo, Tereza Batista e Quincas Berro D’Água a mistura traz axé, samba, orquestra, antigos carnavais, rap, afro, guitarra baiana, arrocha e reggae, além de bailes infantis para unir toda a família. As ruas do Pelô mantêm a tradição dos desfiles dos grupos e bandas, sempre em clima de animação e muita paz. Tudo isso torna o Pelourinho o circuito mais diversificado e democrático da folia.
Carnaval da Cultura – Fundamentado nas matrizes que construíram a nossa história, expressadas através das danças e musicalidade dos blocos afro e dos afoxés, na alegria e no gingado do samba, na força e balanço do reggae, que integram o Carnaval Ouro Negro em 2020. Com a diversidade de gerações e de ritmos que ocupam os palcos do Carnaval do Pelô, e que ainda toma conta das ruas mantendo a tradição que une os foliões no Centro Histórico. Por meio destes projetos de grande participação comunitária e popular, o Carnaval da Cultura, que integra o Carnaval da Bahia, do Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura, dá continuidade às políticas de preservação e democratização na maior folia do mundo, que segue colorida, diversa e com o espírito folião que contagia todo baiano.