
Em agosto de 2019, o IGHB, o GPL e a Paróquia de Nossa Senhora do Rosário de Cachoeira inauguraram um memorial do padre Bartholomeu Lourenço de Gusmão, em Belém de Cachoeira. O espaço constitui um registro histórico-geográfico-
O padre voador Bartholomeu Lourenço, de nacionalidade então portuguesa e hoje brasileira, nasceu em 1685, na então Rua Santo Antonio – hoje Rua do Comércio – na cidade de Santos, em São Paulo. Era o quarto filho do português Francisco Lourenço e da brasileira Maria Álvares.
Foi levado para Belém de Cachoeira, na igreja do mesmo seminário ao qual chegou e onde cresceu, sob a proteção do padre Alexandre de Gusmão (sobrenome que seria acrescentado por Bartholomeu ao seu nome, quando viveu em Lisboa e Coimbra).
Durante a sua educação, em Belém, ele concebeu um sistema de elevação da água, do Riacho existente no vale, até o topo do Seminário e realizou experiências com um objeto esférico cheio de ar com uma entrada de calor (fogo); assim, criando o balão. Levou este aeróstato para Portugal e com o apoio do Rei, realizou, em 1709, a experiência do primeiro voo oficial, com a presença do Cardeal representante do Vaticano e dos embaixadores dos países que tinham relação com Lisboa.
Ele estudou na Universidade de Coimbra, concluiu a Faculdade de Cânones e passou a dedicar-se a pesquisas técnico-científicas nos campos da aerostação, criptografia, hidráulica, história, literatura, matemática e teologia, relacionando-se com entidades da Holanda, Inglaterra e França.
Bartholomeu morreu em 19 de novembro de 1724, em Toledo, na Espanha, aos 38 anos. É o patrono do Serviço de Assistência Religiosa da Aeronáutica, que o considera um dos precursores da aviação.