02/12/2020

Este tipo de evento é realizado em Roma, em Milão; vocês estão fazendo a partir de Ipiaú-BA, e de um modo muito contemporâneo”. A fala da arquiteta, Denise Teixeira, finalizou o debate “Memória é Futuro”, que marcou o primeiro dia do 3º Circuito Cine Éden, evento que destaca a produção audiovisual baiana. A discussão foi marcada por uma mesa feminina formada também por Laura Bezerra (Filmografia Baiana e Professora UFRB), Lívia Natália (Poeta e Professora da UFBA), Inajara Diz (Cinemateca da Bahia). O evento é online e gratuito e tem uma programação intensa que segue até sexta-feira (04). O debate foi aberto ao público e pode ser acessado em: www.youtube.com/circuitocineeden
Durante a mediação do debate, Denise atentou para como o edifício do Cine Teatro Éden conta a história da cidade: “é um documento físico”, ressaltou ela. O imóvel é o antigo cinema de Ipiaú-BA, cuja campanha pela revitalização #PorUmNovoCineEden inspirou a criação do evento. Na sequência, a poeta e professora da UFBA, Lívia Natália, destacou espaços como este como sendo arquivos de resistência. “Existem memórias que estão mais acessíveis a nós. E os aparelhos culturais são aparelhos de sobrevivência, de respiração”, pontuou.
Laura Bezerra (Filmografia Baiana), destacou a importância da realização de uma filmografia baiana e de como a falta de recursos tem interferido nesse mapeamento. “Se você não sabe que o filme existiu, você não vai se preocupar em preservá-lo, e isso também incide na produção atual. O audiovisual é, certamente, uma das mais importantes referências culturais, precisamos mapear. A pluralidade de produções que temos hoje promove uma ressignificação dos fluxos simbólicos que nos moldam”, explicou. Já Inajara Diz (Cinemateca) reforçou a importância do acesso ao material mapeado para o grande público e de uma política cultural para o fortalecimento da memória por meio do audiovisual: “A memória é uma disputa política. É com ela escolhemos o que é para guardar, o que é para ser lembrado”, ponderou.
Ainda neste primeiro dia, pela manhã, foram disponibilizados para o público os 22 curtas-metragens que compõem as Mostras Cinema de Casa e Cinema de Rua e que podem ser assistidos até às 23h59 de sexta-feira (04) no site do evento www.circuitocineeden.com.br.
Também foi realizada a primeira oficina do evento, ‘Crítica cinematográfica’, com Lecco França, das 09h às 12h. Às 19h, ao fim do debate, foi iniciada a projeção de imagens do artista Caio Braga, na fachada do edifício onde foi o Cine Teatro Éden, no município de Ipiaú-BA, com transmissão ao vivo pelo Instagram @circuitocineden. As projeções continuam acontecendo todos os dias, às 19h, em diferentes lugares daquela cidade.
Durante a mediação do debate, Denise atentou para como o edifício do Cine Teatro Éden conta a história da cidade: “é um documento físico”, ressaltou ela. O imóvel é o antigo cinema de Ipiaú-BA, cuja campanha pela revitalização #PorUmNovoCineEden inspirou a criação do evento. Na sequência, a poeta e professora da UFBA, Lívia Natália, destacou espaços como este como sendo arquivos de resistência. “Existem memórias que estão mais acessíveis a nós. E os aparelhos culturais são aparelhos de sobrevivência, de respiração”, pontuou.
Laura Bezerra (Filmografia Baiana), destacou a importância da realização de uma filmografia baiana e de como a falta de recursos tem interferido nesse mapeamento. “Se você não sabe que o filme existiu, você não vai se preocupar em preservá-lo, e isso também incide na produção atual. O audiovisual é, certamente, uma das mais importantes referências culturais, precisamos mapear. A pluralidade de produções que temos hoje promove uma ressignificação dos fluxos simbólicos que nos moldam”, explicou. Já Inajara Diz (Cinemateca) reforçou a importância do acesso ao material mapeado para o grande público e de uma política cultural para o fortalecimento da memória por meio do audiovisual: “A memória é uma disputa política. É com ela escolhemos o que é para guardar, o que é para ser lembrado”, ponderou.
Ainda neste primeiro dia, pela manhã, foram disponibilizados para o público os 22 curtas-metragens que compõem as Mostras Cinema de Casa e Cinema de Rua e que podem ser assistidos até às 23h59 de sexta-feira (04) no site do evento www.circuitocineeden.com.br.
Também foi realizada a primeira oficina do evento, ‘Crítica cinematográfica’, com Lecco França, das 09h às 12h. Às 19h, ao fim do debate, foi iniciada a projeção de imagens do artista Caio Braga, na fachada do edifício onde foi o Cine Teatro Éden, no município de Ipiaú-BA, com transmissão ao vivo pelo Instagram @circuitocineden. As projeções continuam acontecendo todos os dias, às 19h, em diferentes lugares daquela cidade.
A 3ª edição do Circuito Cine Éden é uma produção da Voo Audiovisual, foi selecionada pelo Edital Setorial de Audiovisual de 2019 e tem apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda, Fundação Cultural do Estado da Bahia e da Secretaria de Cultura da Bahia. Para acompanhar as novidades do evento, visite o site e siga também o Instagram @circuitocineeden, e o Facebook https://www.facebook.com/circuitocineeden
Programação segue até sexta-feira (04/12)
Para os inscritos, na quinta-feira (03), acontecem pela manhã as oficinas Caracteres da Sombra na Direção de Fotografia, com Flávio Rebouças e a oficina de Produção Audiovisual para Internet, com Hawk Andrade. Por fim, no dia 04, será realizada a oficina Olhos Abertos: Montagem e Edição de vídeos, com Larissa Fulana de Tal.
Os debates públicos seguem nesta quarta-feira (02), com o tema “Memória e resistência dos cinemas da rua”, com participação de Suzana Argollo (SALADEARTE), Samir Suzart (Cine Theatro Cachoeirano), João Soares Pena (Urbanista e Pesquisador), Cláudio Marques (Espaço Itaú-Unibanco de Cinema Glauber Rocha), com mediação de José Américo da Matta Castro (Jornalista e Poeta). No dia 03, abordando “Produção audiovisual durante a pandemia”, com Ceci Alves (cineasta e jornalista), Marcelo Ikeda (Cineasta, pesquisador e escritor), Luciana Bobadilha (Projeto Curta em Casa) e mediação de Edson Bastos (cineasta e idealizador do evento). A última mesa de debates será sexta-feira (04) sobre “O futuro do audiovisual”, com Anne Celestino Mota (Protagonista do filme “Alice Júnior”), Olinda Yawar (Jornalista e Cineasta), Naymare Azevedo (Cineasta e Coordenadora do Afrotonizar) e mediação de Liz Almeida (Doutoranda em Literatura).
O encerramento do evento ficará por conta da live show com a dupla Ize e Walker. Nesta terceira edição, o Circuito Cine Éden ganha espaço na TV aberta, tendo a TVE-BA como parceira que exibirá, em janeiro, os curtas-metragens da Mostra Cinema de Casa.
Sobre o Circuito Cine Éden – Evento criado em 2014 com o objetivo de promover debate sobre cultura, memória, preservação e construção de espaços culturais no interior da Bahia, tendo como foco do debate a revitalização do Cine Teatro Éden, antigo cinema do município de Ipiaú-Ba, dando início à campanha #PorUmNovoCineÉden. Busca reunir produtores, realizadores, diretores, estudantes, professores, pesquisadores, entusiastas do cinema e demais pessoas interessadas nesta linguagem a fim de fortalecer o diálogo sobre a existência de salas como aquela, que vêm perdendo espaço para as salas em shoppings centers cuja programação não reflete a demanda do cinema nacional.
Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA) – Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundo de Cultura é gerido pelas Secretarias da Cultura e da Fazenda. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em 4 (quatro) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Cultural e Editais Setoriais.
Programação segue até sexta-feira (04/12)
Para os inscritos, na quinta-feira (03), acontecem pela manhã as oficinas Caracteres da Sombra na Direção de Fotografia, com Flávio Rebouças e a oficina de Produção Audiovisual para Internet, com Hawk Andrade. Por fim, no dia 04, será realizada a oficina Olhos Abertos: Montagem e Edição de vídeos, com Larissa Fulana de Tal.
Os debates públicos seguem nesta quarta-feira (02), com o tema “Memória e resistência dos cinemas da rua”, com participação de Suzana Argollo (SALADEARTE), Samir Suzart (Cine Theatro Cachoeirano), João Soares Pena (Urbanista e Pesquisador), Cláudio Marques (Espaço Itaú-Unibanco de Cinema Glauber Rocha), com mediação de José Américo da Matta Castro (Jornalista e Poeta). No dia 03, abordando “Produção audiovisual durante a pandemia”, com Ceci Alves (cineasta e jornalista), Marcelo Ikeda (Cineasta, pesquisador e escritor), Luciana Bobadilha (Projeto Curta em Casa) e mediação de Edson Bastos (cineasta e idealizador do evento). A última mesa de debates será sexta-feira (04) sobre “O futuro do audiovisual”, com Anne Celestino Mota (Protagonista do filme “Alice Júnior”), Olinda Yawar (Jornalista e Cineasta), Naymare Azevedo (Cineasta e Coordenadora do Afrotonizar) e mediação de Liz Almeida (Doutoranda em Literatura).
O encerramento do evento ficará por conta da live show com a dupla Ize e Walker. Nesta terceira edição, o Circuito Cine Éden ganha espaço na TV aberta, tendo a TVE-BA como parceira que exibirá, em janeiro, os curtas-metragens da Mostra Cinema de Casa.
Sobre o Circuito Cine Éden – Evento criado em 2014 com o objetivo de promover debate sobre cultura, memória, preservação e construção de espaços culturais no interior da Bahia, tendo como foco do debate a revitalização do Cine Teatro Éden, antigo cinema do município de Ipiaú-Ba, dando início à campanha #PorUmNovoCineÉden. Busca reunir produtores, realizadores, diretores, estudantes, professores, pesquisadores, entusiastas do cinema e demais pessoas interessadas nesta linguagem a fim de fortalecer o diálogo sobre a existência de salas como aquela, que vêm perdendo espaço para as salas em shoppings centers cuja programação não reflete a demanda do cinema nacional.
Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA) – Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundo de Cultura é gerido pelas Secretarias da Cultura e da Fazenda. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em 4 (quatro) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Cultural e Editais Setoriais.