#LeiAldirBlanc - Projeto Afrotonizar.lab ganha primeira edição com diversas oficinas

18/02/2021
afrotonizar


Para jovens negros e indigenas da região norte e nordeste, Afrotonizar.lab, plataforma de articulação de produção de imagem, ganha primeira edição com oficinas de arte contemporânea, cinema negro, realidade virtual (cinema 360º), arte digital e mapping. O projeto, que acontecerá a partir de 15/3, tem inscrições abertas de 18/02 a 03/02 e é idealizado pela Ayabá Produtora e pela artista e pesquisadora, Naymare Azevedo.

"Através do poder da projeção visual e das tecnologias ancestrais é possível especular futuros, para além dos moldes do mundo que já está implicado.  Nosso trabalho é feito a partir da ideia de descolonização de narrativas, através de processos de cura criativa", afirma Naymare.

Com duração de dois meses e encontros que acontecerão online, via Zoom Meeting, o Afrotonizar.lab contará com atividades que impulsionam a capacidade reflexiva e o processo de criação poética e artística de 20 participantes selecionados.  Dividido em dois blocos, o laboratório vai trabalhar tanto teoria e processo criativo, trazendo pensadores, professores, pesquisadores e artistas, quanto a construção de narrativas a partir do experimento de diferentes linguagens visuais.

No seu time, o projeto conta com a curadoria da artista e professora Cíntia Guedes, a participação da artista e escritora Jota Mombaça, da professora Naine Terena e da professora Janaína Damasceno. Entre os nomes dos artistas convidados, estão Clebson Francisco, Laryssa Machada, Elton Panamby e Kerolayne Kemblin. Na equipe de facilitadores das oficinas de produção de narrativas visuais, contamos com a participação da artista e jornalista Thamyra Thamara, a artista visual Shai Andrade, o artista e produtor musical Bruno Zambelli e a artista e cineasta Andressa Núbia.

O Afrotonizar.lab imagina futuros para além da memória da perda.  Como liberar a capacidade radical criativa da juventude afroíndigena? Como atravessar o tempo e superar as imagens de dor e luto que o arsenal racial colonial forja nas estruturas das relações sociais? Como produzir imagens que celebrem a existência de vidas negras e indígenas? Essas são questões que o laboratório vai exercitar em coletivo, produzindo narrativas que possam dar conta de despertar outros sentidos, para além da dor do trauma colonial.

O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.


Acompanhe o projeto no Instagram: @afrotonizar