
Em homenagem a sua contribuição à literatura de cordel e ao repente, o Mestre Bule Bule, homem das palavras e grande ícone da cultura popular brasileira, será celebrado em uma série de lives que irão possibilitar ao público apreciar a beleza dos encontros em prosa, rima, verso e nota, com convidados que irão debater, declamar e parabenizar o mestre por sua linda jornada nos versos de cordel e nas cantorias de viola, ao longo sua carreira de mais de 50 anos. O Projeto Viva Bule Bule destaca elementos da sua “cordeografia”, evidenciando, na sua produção literária, o heroísmo do povo sertanejo com os “Valentes de Bule Bule”; o saudosismo às figuras históricas que deixaram um legado importante ao povo brasileiro, assim como a merecida honraria à ancestralidade africana retratada na obra Orixás em Cordel.
As lives serão realizadas em três domingos de março, exibidas no canal do youtube e na sua página do FACEBOOK. No dia 13 de março, às 16h, a programação será iniciada com a temática Rodolfo Coelho Cavalcante, Irmã Dulce e outras Homenagens a Figuras e Fatos Históricos, com a Profª Drª Edilene Matos, vice-presidente da Academia de Letras da Bahia - ALB. Será um dia especial também, pois será celebrada homenagem ao grande poeta Rodolfo Coelho Cavalcante que se ainda estivesse vivo estaria celebrando 104 anos de dedicação à cultura popular. Ao longo desta live serão lidos e comentados trechos dos livros Rodolfo Coelho Cavalcante, Castro Alves e Outros Temas em Cordel, A Bem-Aventurada Santa Dulce dos Pobres: Irmã Dulce da Bahia, além dos cordéis A Bahia Não se Divide, Estão Querendo Acabar com As Riquezas do Sertão, O Povo Queimado Vivo Na Tragédia de Pojuca, entre outros.
No dia 20 de março uma outra vertente da cordeografia do Mestre Bule Bule será destacada e homenageada. Com o título “Os Valentes de Bule Bule”, a ocasião vai celebrar, comentar e declamar as obras que estes personagens originais foram criados destacando as principais características destas figuras baianas que se materializam em personas heróicas, corajosas e leais. Obras como Quatro Almas e Um Destino ou Delmiro e Paixão Matando para não Morrer, O Encontro Sangrento de José Caso Sério com Manoel Qualquer-Hora, O Tremendo Duelo de Quirino Beiçola com Tomaz Tribuzana e o recém lançado O Violento Combate de Samuel Badulaque e José Cafussu Contra o Tirano Memeu de Cazu. O convidado que vai ajudar a ilustrar essa prosa será o escritor, professor e pesquisador da literatura de cordel e do folclore brasileiro Marco Haurélio.
E para encerrar este passeio pelas principais obras de literatura de cordel do Mestre Bule Bule da Bahia, a live do dia 27 de março, também às 16h, sobre o livro Orixás em Cordel. Histórias serão contadas e cantadas sobre os bastidores dessa publicação que se transformou em ferramenta de combate ao preconceito, a discriminação racial e a intolerância religiosa. O convidado para essa live é o cordelista, cartunista, xilogravador e editor Klévisson Viana, que também é o responsável por traduzir os Orixás para a linguagem das xilogravuras através das ilustrações do livro.
O projeto Viva Bule Bule! Repentista e Cordelista da Bahia foi um dos vencedores do Prêmio Emília Biancardi de Preservação dos Bens Culturais Populares e Identitários da Bahia, na categoria Cordelista e Repentista. Realizado pela CRIEATIVOS SOLUÇÕES e tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e do Centro de Culturas Populares e Identitárias (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.
Programa Aldir Blanc Bahia - Criado para a efetivação das ações emergenciais de apoio ao setor cultural, o Programa Aldir Blanc Bahia (PABB) visa cumprir os incisos I e III da Lei Aldir Blanc (Lei Federal nº 14.017, de 29 de junho de 2020) e suas regulamentações federal e estadual. As ações são: a transferência da renda emergencial para os trabalhadores e trabalhadoras da cultura, e a realização de chamadas públicas e concessão de prêmios. O PABB tem execução pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, geridas por meio da Superintendência de Desenvolvimento Territorial da Cultura e do Centro de Culturas Populares e Identitárias; e as suas unidades vinculadas: Fundação Cultural do Estado da Bahia, Fundação Pedro Calmon, Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural.