31/03/2021

O projeto Convênio Cultural Ciclorama, contemplado no Edital Setorial de Economia Criativa 2016 da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), continua gerando frutos. Com o objetivo de promover o acesso dos estudantes a atividades culturais monitoradas, como museus, cinemas, teatros e apresentações musicais, a iniciativa recebeu um investimento de R$ 120.452,00 do Governo do Estado, por meio do Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA).
No período de execução, 15 escolas privadas de pequeno e médio porte de Salvador aderiram ao projeto e mais de 1.500 alunos participaram das atividades artísticas planejadas. Após a experiência inicial, a iniciativa foi reformulada, passando a se chamar Cicloramaah e incluindo também alunos de escolas da rede pública.
Em 2019, a SeculBa entrou em contato com a proponente Mariana Passos, com o intuito de acompanhar a continuidade da ação. A partir da conversa, surgiram conexões e um investidor. “Recebemos um aporte financeiro no começo do 2020 para rodarmos a versão mais estruturada, que previa além de saídas extraclasses, ações lúdicas in loco e acompanhamento para a família. Nosso primeiro evento seria dia 23 de março, mas dia 18 foi decretado o lockdown em Salvador. A primeira coisa que passou na nossa cabeça foram nossos clientes, conhecemos a realidade das escolas periféricas, de antemão sabíamos que não existia uma solução tecnológica considerando a realidade da periferia”, conta a idealizadora do projeto.
A dedicação e a expertise levaram Mariana a apostar no mundo digital em função das limitações impostas pela pandemia da Covid-19. Foi aí que surgiu a ideia de criar uma plataforma digital colaborativa de ensino baseada em microconteúdo, que foi lançada em 1º de março de 2021 e está disponível para o público através do endereço www.cicloramaah.com.
A plataforma está aceitando inscrições de escolas que queiram utilizar o ambiente digital de aprendizagem que será disponibilizado a partir de abril. “Por isso, exalto sempre a importância do aporte na trajetória da Cicloramaah e a sensibilidade da Diretoria de Economia Criativa da Secult-BA para com o projeto” avaliou a proponente.
Além do projeto de Mariana, o Setorial de Economia Criativa 2016 contemplou outras 16 iniciativas voltadas para o desenvolvimento da dimensão econômica da cultura nas suas diferentes etapas dos ciclos de criação, produção, circulação, distribuição, consumo e fruição de bens e serviços gerados por segmentos criativos.