26/04/2021

Foto: Divulgação
Estão abertas, desde o dia 23 de abril, as vendas do livro "Ruas Salvador: Liberdade Clandestina" (400 páginas). A obra, que tem edição limitada, pode ser comprada no site da editora (www.editoragris.com.br) e no site da loja da Fundação Pierre Verger (www.lojapierreverger.org.br). O livro reúne biografias e entrevistas com mais de 40 grafiteiros(as) e pixadores(as) da cena local, além de um texto de apresentação escrito por Roca Alencar e poesias de Vírus e James Martins. A realização é da RCD Produção de Arte, em parceria com o artista Eder Muniz. "Ruas Salvador" resgata os principais agentes e coletivos que construíram a história da arte urbana soteropolitana desde os anos 1990 até 2020. Uma cota da tiragem foi destinada aos artistas que estão no livro, bem como produtores, equipe e investidores.
Outra cota de 30 exemplares serão distribuídos para três tipos de público mediante a uma inscrição. Podem se inscrever para receber gratuitamente o livro: bibliotecas comunitárias, projetos de arte-educação de Salvador e artistas da cena urbana soteropolitana (grafiteiros, grafiteiras, pixadoras e pixadores). A Inscrição é individual e cada participante selecionado terá direito a um exemplar. Os interessados devem enviar um e-mail para rcdproducoes@gmail.com, de hoje até 23h59 de terça-feira (27/04), indicando a categoria da atividade, conforme descrito acima, nome artístico e comprovação de trabalho. A seleção ocorrerá por ordem de chegada dos e-mails e divulgaremos a lista dos contemplados na quarta-feira (28 de abril), no instagram do projeto (@livroruasalvador).
Para o idealizador do projeto Eder Muniz, o livro, além de ser um legado histórico da arte de rua desenvolvida nos muros da cidade, traz também o grito de protagonismo dos jovens de periferia que buscam formas distintas para expressar os seus anseios. A obra possui relatos e fotos dos trabalhos de artistas como Tom PPL, Rebeca Silva, Mina, Aids, Marcelinho, Sinal, Marcelo Verme, Peace, Ananda Santana e do artista Scank, um dos mais reconhecidos da caligrafia marginal de Salvador, que faleceu em fevereiro de 2020, vítima da violência urbana, além de poesias de James Martins e Vírus, e um texto de Roca Alencar. O livro conta ainda com uma fotografia do fotógrafo francês Pierre Verger cedida pela Fundação Pierre Verger.
"A atuação dessa arte na cidade e na vida das pessoas tem sido pouco registrada, então a obra busca iniciar essa narrativa para mostrar as principais influências, dificuldades e vivências. É uma forma de valorizar a expressão do jovem que vê na pixação e no graffiti uma forma de questionar o direito ao espaço público e de expor os seus pensamentos", explica Eder Muniz que é responsável pela organização, curadoria e pesquisa do livro.
Com a propriedade de quem viveu nessas três décadas retratadas em “Ruas Salvador”, Eder Muniz acredita que a ancestralidade da arte urbana está impressa nas páginas do livro, já que nele consta os relatos desde os primórdios da pixação e do graffiti, os primeiros estilos a serem grafados nas paredes, os principais grupos formados na capital baiana e o impacto de fazer parte de um movimento urbano independente.
A ideia de catalogar os trabalhos desses artistas se iniciou ainda em 2010, quando a urbanista estadunidense Carly Fox - da Universidade de Cornell/Nova York - veio a Salvador pela segunda vez para estudar o projeto Salvador Grafita e a influência da arte de rua na vida dos jovens. A partir desse compartilhamento de vivências com a pesquisadora, o artista Eder Muniz dá vida ao projeto "Ruas Salvador", registrando a dinâmica de diferentes gerações do graffiti e da pixação. Carly dividiu com Eder a pesquisa para a composição do livro "Ruas Salvador".
O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia, através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.
Outra cota de 30 exemplares serão distribuídos para três tipos de público mediante a uma inscrição. Podem se inscrever para receber gratuitamente o livro: bibliotecas comunitárias, projetos de arte-educação de Salvador e artistas da cena urbana soteropolitana (grafiteiros, grafiteiras, pixadoras e pixadores). A Inscrição é individual e cada participante selecionado terá direito a um exemplar. Os interessados devem enviar um e-mail para rcdproducoes@gmail.com, de hoje até 23h59 de terça-feira (27/04), indicando a categoria da atividade, conforme descrito acima, nome artístico e comprovação de trabalho. A seleção ocorrerá por ordem de chegada dos e-mails e divulgaremos a lista dos contemplados na quarta-feira (28 de abril), no instagram do projeto (@livroruasalvador).
Para o idealizador do projeto Eder Muniz, o livro, além de ser um legado histórico da arte de rua desenvolvida nos muros da cidade, traz também o grito de protagonismo dos jovens de periferia que buscam formas distintas para expressar os seus anseios. A obra possui relatos e fotos dos trabalhos de artistas como Tom PPL, Rebeca Silva, Mina, Aids, Marcelinho, Sinal, Marcelo Verme, Peace, Ananda Santana e do artista Scank, um dos mais reconhecidos da caligrafia marginal de Salvador, que faleceu em fevereiro de 2020, vítima da violência urbana, além de poesias de James Martins e Vírus, e um texto de Roca Alencar. O livro conta ainda com uma fotografia do fotógrafo francês Pierre Verger cedida pela Fundação Pierre Verger.
"A atuação dessa arte na cidade e na vida das pessoas tem sido pouco registrada, então a obra busca iniciar essa narrativa para mostrar as principais influências, dificuldades e vivências. É uma forma de valorizar a expressão do jovem que vê na pixação e no graffiti uma forma de questionar o direito ao espaço público e de expor os seus pensamentos", explica Eder Muniz que é responsável pela organização, curadoria e pesquisa do livro.
Com a propriedade de quem viveu nessas três décadas retratadas em “Ruas Salvador”, Eder Muniz acredita que a ancestralidade da arte urbana está impressa nas páginas do livro, já que nele consta os relatos desde os primórdios da pixação e do graffiti, os primeiros estilos a serem grafados nas paredes, os principais grupos formados na capital baiana e o impacto de fazer parte de um movimento urbano independente.
A ideia de catalogar os trabalhos desses artistas se iniciou ainda em 2010, quando a urbanista estadunidense Carly Fox - da Universidade de Cornell/Nova York - veio a Salvador pela segunda vez para estudar o projeto Salvador Grafita e a influência da arte de rua na vida dos jovens. A partir desse compartilhamento de vivências com a pesquisadora, o artista Eder Muniz dá vida ao projeto "Ruas Salvador", registrando a dinâmica de diferentes gerações do graffiti e da pixação. Carly dividiu com Eder a pesquisa para a composição do livro "Ruas Salvador".
O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia, através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.
Livro "Ruas Salvador: Liberdade Clandestina"
Editora: Gris
Valor/páginas: (R$120/ 400 páginas + livreto de 64 páginas)
Livro à venda no site da editora (www.editoragris.com.br) e da Fundação Pierre Verger (www.lojapierreverger.org.br)
FICHA DO LIVRO Livro Ruas Salvador - Liberdade Clandestina
Curadoria e organização de Eder Muniz
Publicado pela Editora Gris
Edição bilíngue
Formato 16 x 21 cm
400 páginas + livreto de 64 páginas
Lombada quadrada com costura aparente