#LeiAldirBlanc - Single "Canto Velório" da banda Dona Iracema está disponível nas plataformas digitais

09/06/2021

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Single de estreia do mais novo trabalho da banda de hardcore baiana Dona Iracema, “Canto Velório” é uma forte e delicada homenagem a todos que perderam pessoas queridas na pandemia. A faixa, que já está disponível em todas as plataformas digitais e no canal do YouTube do grupo, faz parte de “Velório”, projeto que será lançado em julho e que nasce primeiro em álbum, mas se desdobra em audiovisual, com estética e narrativa própria para fazer um ensaio sobre a morte e o descaso nos tempos de coronavírus.

Com uma pegada totalmente diferente do restante do projeto, a canção se utiliza da sutileza para falar do difícil momento da perda e do adeus. É emocionante, ao mesmo tempo que é uma pancada certeira e necessária. “A gente se permitiu fazer, é a música mais diferente da nossa história. É leve na melodia e forte no sentido da mensagem, um sentimento de saudade”, adianta Balaio, nome artístico de Gabi, mulher trans, voz e uma das letristas do grupo.Além dela, o grupo formado em 2012 na cidade de Vitória da Conquista é composto Diegão Aprígio (vocal e contrabaixo), Pablo Bahia (vocal e guitarra) e Oscar Sampaio (vocal e bateria). Todos trazem no DNA essa pluralidade transgressora do rock e a naturalidade para abordar assuntos atuais e necessários.

“Canto Velório” deixa de lado o despojado e enérgico “caatincore” da Dona Iracema (mistura única de hardcore, rock, metal, baião, forró e axé) para dar lugar a melodia ecantos intimistas, como em uma cerimônia de despedida. Para isso conta ainda com as participações especiais de André T, Sammliz, Rejane Ayres e Enzo Camurça. A faixa é a última parte, o último capítulo, a última canção do álbum e foi escolhida como primeiro single para apresentar a ideia central do disco de uma maneira sutil earrebatadora.
“Quando nos reunimos para começar a construir o disco, não imaginávamos que passaríamos por tudo isso e todos os sentimentos que nos assolariam nesse período. Nesse sentido, transformamos nosso luto, saudade e medoem uma homenagem às vítimas que não puderam ter o último adeus, sem uma despedida digna, sem o seu velório”, explica Oscar Sampaio.

O álbum conta com produção musical, gravação, mixagem e masterização, além de sintetizadores e piano do renomado produtor André T. Já na parte do audiovisual o projeto conta com produção da MochiFilm, direção de Márcia Espindola (que também assina a direção de fotografia), produção executiva de Jorginho Falcão, edição e motion design de Felipe Wrany e produção de João Paes e Fabrízio Penteado.

O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia por meio da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) e foi um dos selecionados pelo “Prêmio das Artes Jorge Portugal 2020 - Premiação Aldir Blanc Bahia”, via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultural do Ministério do Turismo, Governo Federal. O álbum chega à todas as plataformas de streaming pelos selos Digital Ruffo eOranjeira Music no dia 9 de julho. O filme vem logo depois, 13 de julho, no Dia do Rock.