
A Academia de Letras da Bahia realizará, no dia 26 de outubro, às 19h, a Mesa Redonda Narrativas do Axé, que propõe discutir as representações do candomblé nas literaturas baiana e carioca. O presidente da ALB, Ordep Serra, recebe para o debate o escritor Marcelo Moutinho e o escritor e babalorixá Ruy Póvoas. A mesa redonda será transmitida pelo canal da ALB no YouTube.
O carioca Marcelo Moutinho é jornalista e autor dos livros “A lua na caixa d’água” (Malê, 2021), “Rua de dentro” (Record, 2020), “Na dobra do dia” (Rocco, 2015) e “A palavra ausente” (Rocco, 2011), entre outros. Com “Ferrugem”, editado pela Record, conquistou o Prêmio Clarice Lispector da Fundação Biblioteca Nacional (melhor livro de contos de 2017). Organizou a seleta de ensaios “Canções do Rio — A cidade em letra e música” (Casa da Palavra, 2010) e várias antologias, entre elas a recém-lançada “Contos de Axé – 18 histórias inspiradas nos arquétipos dos orixás” (Malê, 2021). Atualmente, cursa o mestrado em Bens Culturais e Projetos Sociais no Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
O baiano de Ilhéus, Ruy Póvoas é fundador do Ilê Axé Ijexá, terreiro de candomblé de origem nagô, de nação Ijexá, no qual exerce a função de babalorixá, em Itabuna. Licenciado em Letras pela antiga Faculdade de Filosofia de Itabuna e Mestre em Letras Vernáculas (UFRJ), lecionou Língua Portuguesa durante 50 anos, até se aposentar pela UESC. Durante 16 anos, coordenou o Núcleo de Estudos Afro-Baianos Regionais – Kàwé, da Universidade Estadual de Santa Cruz, do qual é fundador. Sob sua coordenação, foram criados o Jornal Tàkàdá, o Caderno Kàwé e a Revista Kàwé. Poeta, contista e ensaísta, publicou as obras o “Vocabulário da paixão”, “A linguagem do candomblé”, “Itan dos mais-velhos”, “Itan de boca a ouvido”, “A fala do santo”, “VersoREverso”, “Da porteira para fora”, “A memória do feminino no candomblé”, “Mejigã e o contexto da escravidão”, “A viagem de Orixalá”, “Novos dizeres e Representações do escondido”. Ruy Póvoas ocupa a Cadeira 18 da Academia de Letras de Ilhéus e é membro fundador da Academia de Letras de Itabuna.
A Mesa Redonda Narrativas do Axé tem o propósito de contribuir para a visibilidade de temas e de produções artísticas e científicas da contemporaneidade. A Academia de Letras da Bahia é uma instituição que tem apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia.
Fundo de Cultura da Bahia (FCBA) - Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundo de Cultura em articulação com as Secretarias da Cultura e da Fazenda. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, geralmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. Modelo de referência para outros estados da federação, o FCBA está estruturado em quatro linhas de apoio: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Cultural; Fomento Setorial.
Serviço
Mesa Redonda Narrativas do Axé
Quando: 26/10/2021, das 19h às 21h
Ao vivo no youtube.
Gratuito (inscrição para certificação durante a transmissão)