
Quem quer cuidar da saúde desfrutando de uma alimentação saudável não pode deixar de conferir os produtos frescos e sem agrotóxicos da Feira Agroecológica do Museu de Arte da Bahia (MAB), no Corredor da Vitória, em Salvador. A iniciativa cumpre a dupla missão de apoiar os agricultores familiares com a venda da produção, antes parada devido à pandemia, e ainda ajudar famílias carentes de bairros de Salvador, que ganham cestas com alimentos dos agricultores.
No espaço, cultura, agricultura e arte têm encantado os visitantes que se deslocam de vários bairros em busca de bons preços e qualidade. A feira acontece sempre às quintas-feiras, das 9h às 15h, e conta com a participação ativa do ITC (Instituto de Terapia Corporal) que atua com atendimentos terapêuticos no campo das PICS (Práticas Integrativas em Saúde), realizando oficinas de alimentação (nossos alimentos nossas doenças) e massagens terapêuticas.
Segundo uma das coordenadoras da feira, Arlene Guimarães, a Feira Agroecológica do MAB é um projeto que abarca as cooperativas e empreendimentos da agricultura familiar, associados à RedeMoinho de toda a Bahia e pequenos agricultores e agricultoras organizados em torno da Cooperativa Agropecuária e Industrial de Coqueiro de Monte Gordo, COOPERMONTE (Camaçari), assentamentos do MST do município de Mata de São João e Quilombolas do Quilombo de Cordoaria (Camaçari).
Ela ressalta que a feira possibilita o contato semanal direto entre agricultores e consumidores, tornando-se um espaço importante de popularização da temática da agroecologia, de aprofundamento do debate sobre a relação da alimentação com as doenças, de reflexão sobre a relação da agricultura com o meio ambiente e de aprendizado das complexas relações mercado e economia solidária. "Essa feira é muito mais do que uma feira de produtos agrícolas. É um lugar de aprendizagens".
Quem vai à feira, encontra frutas, hortaliças e produtos diversos de vários municípios da Bahia. Basta chegar na barraquinha da agricultora Maria de Lourdes Rocha, 65, do Quilombo de Corduaria, no município de Camaçari, Região Metropolitana de Salvador (RMS), para encontrar beiju nos sabores açafrão, beterraba, goiabada e tradicional. Para completar, tem também bolo de carimã, feijão verde, pamonha, bolo na palha de carimã assado, tapioca, goma de beiju e biscoitinhos de goma. "Aqui temos alimento puro e sem agrotóxico. Vendo e tiro meu alimento do que faço", revelou.

No circuito tem ainda a barraquinha de Sr. Edio Gomes Silva, 52, de Monte Gordo, que traz uma variedade de produtos, como mel, tomate, abóbora, beiju e saborosas cocadas de coco, maracujá, tamarindo e gengibre, entre outras iguarias, representa renascimento. "Estamos renascendo, voltando a plantar, a colher, e, o principal, a vender".
Já Elza Monteiro, 43, da comunidade de Tiririca, em Barra de Pojuca, comercializa hortaliças, verduras, frutas e legumes. "Estou muito feliz em participar desta feira porque vendemos nossos próprios alimentos e temos nossa renda".
Museu de Arte da Bahia - O Museu de Arte da Bahia integra os espaços administrados pela Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC), da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA). É o mais antigo museu do Estado, criado em 1918 no prédio anexo ao Arquivo Público e transferido em 1982 para sua atual sede, no Corredor da Vitória. O seu acervo é constituído por 13.686 peças adquiridas ao longo do tempo, através da compra pelo Estado da Bahia de obras de grandes coleções particulares.