#LeiAldirBlanc - Mostra Negra de Arte Surda LGBTQIA+ discute diversidade e acessibilidade

07/02/2022

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Com o objetivo de estabelecer conexões entre públicos surdos e ouvintes para debater a cultura surda, diversidade e acessibilidade, por meio da arte, com oficinas de dança, poesia e outras ações em Libras (Língua Brasileira de Sinais), o Coletivo Surdarte lança, nos meses de fevereiro e março, a primeira edição da Mostra Negra de Arte Surda LGBTQIA+ (Monas+). As inscrições gratuitas para as oficinas estão abertas até 05 de fevereiro, no link na bio do Instagram @surdarte.

 

As produções em vídeo das performances dos participantes, resultantes das oficinas, integrarão a Mostra que será apresentada no dia 4 de março, e serão divulgadas no canal do Coletivo Surdarte no YouTube.

 

A iniciativa vai discutir diversidade e acessibilidade com diferentes públicos. Dentre eles, a Monas+ abordará acessibilidade e religiosidade afro-brasileira para tratar da comunidade surda e como ela acessa e exerce a sua ancestralidade em terreiros de candomblé, espaços que ainda encontram dificuldades na comunicação em Libras.

 

As ações da Mostra fortalecem a arte e a autonomia de pessoas surdas interseccionando com as questões raciais, de gêneros e sexualidade, além de oferecer visibilidade ao protagonismo e discutir o lugar de fala de cada um ao debater conquistas e reivindicações de direitos e pautas na esfera pública e privada.

 

Segundo Elinilson Soares, um dos idealizadores do projeto, destaca a oportunidade de desenvolver o projeto, lembrando da sua trajetória no Teatroescola, onde teve acesso à arte e a possibilidade de discutir acessibilidade como professor de Libras. "Nessa época, tive contato com a proposta de poesia surda no formato de Slam, por meio do artista paulistano Edinho Poesia. De lá pra cá, fundei o projeto “Mãos Axé”, que incentiva a poesia em nossa comunidade surda, e agora em parceria com outros artistas surdes e ouvintes, criamos o projeto Monas+ com o objetivo de propagar para o maior número de pessoas que tem interesse em um mundo mais acessível e com autonomia para todes”, conta.

 

Serão diversas oficinas, entre elas: “Libras Básica”, para pessoas ouvintes de religião de matriz africana; “Poesia Surda”, com foco em surdos e ouvintes fluentes em Libras, e “Vibra Dança”, que propõe ao público surdo uma nova experiência de percepção e entendimento do som por meio da vibração utilizando a dança dos orixás, além de debates sobre estudos em torno da terminologia afro-brasileira e os processos de tradução do Iorubá para a Libras culminarão o mês de fevereiro por meio das plataformas digitais do projeto.

 

O professor e coordenador do projeto multicampi: Centro de Aprendizagem em Língua Brasileira de Sinais (Calibras), Wermerson Silva, irá ministrar no dia 15 de fevereiro uma palestra aula sobre o “Axé Libras”, projeto de pesquisa coordenado por ele, que estuda as terminologias afro-brasileiras. “Esta mostra é fruto do compromisso social que o nosso coletivo possui com a comunidade surda, uma parcela significativa da população que tem suas potencialidades desprezadas por uma sociedade capacitista. Daí a importância de reunir diversos públicos para debater a cultura surda, utilizando a arte e a Libras como ferramentas principais”, ressalta Alex Gurunga, um dos idealizadores do projeto.

 

Para mais informações sobre as produções que serão divulgadas no canal do Coletivo Surdarte no YouTube,  é possível entrar em contato por meio do perfil do coletivo no Instagram (@surdarte). As inscrições podem ser realizadas gratuitamente até o dia 5 de fevereiro por meio do formulário on-line acessível em libras (https://bit.ly/3KMFJd4) e o resultado das inscrições ocorre no dia 6 de fevereiro. Os inscritos terão direito a certificado emitido pelo Teatroescola.

 

O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia, através da Secretaria de Cultura (Prêmio Cultura na Palma da Mão/PABB) via Lei Aldir Blanc, redirecionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.

 

Coletivo Sudarte - O Sudarte é um grupo de ativistas de diferentes linguagens, intérpretes, produtores, surdos e ouvintes que tem como objetivo promover acessibilidade, principalmente da comunidade surda, utilizando as artes e a Libras como ferramenta principal na luta por direitos e por uma sociedade mais igualitária. O coletivo é formado por Elinilson Soares, Alex Gurunga, Herbert Gomes, Lucas Sol, Jamile Keller, Beatriz Lopes, Rose Lopes e Evandro Bispo

 

Prêmio Cultura na Palma da Mão – A convocatória foi elaborada para a execução dos recursos remanescentes da Lei Aldir Blanc, redirecionados pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal. É voltado para iniciativas culturais das categorias Difusão Artística; Culturas Periféricas; Culturas Rurais; Memória e Tradições; Cultura LGBTQIA+, que devem utilizar as redes sociais ou plataformas de streaming para realização das propostas.

 

Serviço

 

Mostra Negra de Arte Surda LGBTQIA+ (Monas+)

Quando: 04 de março

Onde:  Canal do Coletivo Surdarte no YouTube

Inscrições para Oficinas: Gratuitas até o dia 5 de fevereiro por meio do formulário on-line acessível em libras (https://bit.ly/3KMFJd4)/Resultado das inscrições: 06/02

 

31/01/2022