
Idealizado por Ana Paixão (@anapaixao44) e Jose Izquierdo (@zeizquierdo) o projeto Mulheres, Tambor e Resistência – Da Bahia Para América do Sul contempla uma série de 04 encontros, em formato de lives, que serão transmitidas pelo YouTube e pelo Instagram, com mulheres percussionistas do Brasil, Chile, Venezuela, Uruguai e Argentina para dialogar sobre o lugar da mulher nos saberes percussivos e como a Bahia se tornou, para elas, uma referência em diversos aspectos.
O ciclo começou no dia 07/02 com o tema Tambor no Feminino (disponível aqui https://www.youtube.com/watch?
As problemáticas que as mulheres vivenciam nos espaços da atuação percussiva são diversas e profundas. Quem já não ouviu as expressões: “toca como homem”, para se referir a uma mulher que toca bem, ou “toca como mulherzinha”, para se referir a um homem que toca mal?
Entretanto, a presença feminina, cada vez mais forte, nesses espaços historicamente ocupados por homens, está derrubando velhos paradigmas, fundamentados em preconceitos de gênero. Em muitos âmbitos da música, estes preconceitos ainda estão presentes e em certas disciplinas musicais ficam mais fortes, como no caso da percussão e, mais especificamente, na percussão popular.
Este ciclo de lives propõe reunir importantes musicistas engajadas na luta feminista e do povo negro que fazem do palco e dos espaços que ocupam lugar de ativismo, reflexão e luta por equidade e valorização da mulher e da cultura negra.
O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura (Prêmio Cultura na Palma da Mão/PABB) via Lei Aldir Blanc, redirecionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.
Prêmio Cultura na Palma da Mão – A convocatória foi elaborada para a execução dos recursos remanescentes da LeiAldir Blanc, redirecionados pela Secretaria Especial da Cultura do Ministériodo Turismo, Governo Federal. É voltado para iniciativas culturais dascategorias Difusão Artística; Culturas Periféricas; Culturas Rurais; Memória eTradições; Cultura LGBTQIA+, que devem utilizar as redes sociais ou plataformasde streaming para realização das propostas.