#LeiAldirBlanc - Longa baiano fala sobre os desafios do primeiro amor e descoberta da sexualidade

24/02/2022
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O projeto “E Se Meus Pais Soubessem? Os desafios do primeiro amor e descoberta da sexualidade” é um longa baiano com protagonismo de artistas e técnicos baianos e da comunidade LGBTQIA+. O filme estreia às 21h30 na próxima terça-feira (1) e fica disponível até o dia 5 de março, no canal do YouTube do coletivo Maloka Cine & Cia.


“O amor é uma premissa que marca nossa história com o cinema. Se observarmos bem, os casais icônicos são de narrativas que têm o protagonismo de pessoas heterossexuais. No entanto, o amor não é igual para todos, para alguns ele põe em xeque outros valores, como a família”. É com essa reflexão que o longa-metragem baiano foi produzido.


Livremente inspirado na peça homônima de 2012, dirigida por Uarlen Becker, o texto dramático ganha as telonas apresentando as inquietações e o despertar para o amor de Felipe e Manuel. Na trama, os dois são colegas de escola e se apaixonam tendo de enfrentar conflitos com a sociedade, a família, e principalmente, consigo mesmos.


Com uma linguagem leve, para adolescentes e adultos, o longa se centra no contexto baiano e destaca a identificação sexual dos protagonistas que lida com a solidão, o bullying e a violência homofóbica. “Creio que para a comunidade LGBTQIA+, é um filme de final com possibilidade de felicidade, ao invés de dor e sofrimento associados ao mundo gay”, antecipa Becker, que roteirizou, dirigiu e produziu a obra para o cinema.


Uarlen, que também atua como a voz do inconsciente do personagem Felipe, conta que fazer o filme foi reunir amigos para contar essa história. “O filme é uma ação entre amigos. A peça não foi adiante por falta de produção. Então escrevi o roteiro, inspirado no enredo da peça, chamei alguns amigos artistas e colegas que atuavam com audiovisual para fazer o filme. Foi um exercício muito divertido”, lembra.


“Não consegui financiamento desde 2014, quando terminamos as filmagens para lançar o produto, Só agora, em plena pandemia, conseguimos terminar e lançar o filme”, explica Uarlen.


“O filme traz para os nossos lares a certeza de que o amor é amor e ponto, o amor salva vidas, salva histórias”, afirma Gleidson Figueredo, ator que dá vida a Filipe. 


“O laboratório de construção do personagem foi um processo de desconstrução e descobertas pessoais, na época lidar com a minha orientação sexual era um dos tabus que eu tinha e o Felipe veio e me lançou no meio do fogo, e falou: aprenda a lidar com isso, seja forte”, conta o ator. 


Com duas canções compostas e gravadas exclusivamente para o filme pela cantora Luedji Luna acompanhada do violão de Luís Xisto Dias e arranjos e direção musical de Felipe Nascimento, o longa é um alento para os homoafetivos. “Eu estou muito feliz por esse longa ter sido gravado nas ruas de Salvador, por essa história ter sido contada da forma que ela é contada. Esse filme vai muito além da temática LGBTQIA+, ele vem carregado de magia, resistência, afeto, fé, axé, tudo isso que é Salvador, Bahia!”, descreve Gleidson. 


Prêmio Cultura na Palma da Mão  A convocatória foi elaborada para a execução dos recursos remanescentes da LeiAldir Blanc, redirecionados pela Secretaria Especial da Cultura do Ministériodo Turismo, Governo Federal. É voltado para iniciativas culturais dascategorias Difusão Artística; Culturas Periféricas; Culturas Rurais; Memória eTradições; Cultura LGBTQIA+, que devem utilizar as redes sociais ou plataformasde streaming para realização das propostas. 

Serviço   

  

E Se Meus Pais Soubessem? 

Quando: 1 de março às 21:30h 

Onde: https://www.youtube.com/channel/UCZuM607-ZEhit5RlUuAzA_Q