Democracia e Feminismos são temas na tribuna Edith Mendes

21/03/2022
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A Tribuna Edith Mendes da Gama e Abreu, em seu segundo ano, traz o tema “AVISA NA HORA QUE TREMER O CHÃO: quem tem medo dos feminismos e da agenda democrática no Brasil?”. Sob a coordenação e mediação de Maria Marighella, as vozes de Nivia Luz, Erica Malunguinho e Preta Ferreira ecoarão a presença das mulheres na política e na luta pelos direitos humanos. A Tribuna Edith Mendes acontecerá no  dia 22 de março (terça-feira), às 19 horas, com transmissão ao vivo pelo canal da Academia de Letras da Bahia no YouTube.

 

Ocupam a Tribuna em 2022 para falar sobre feminismos e democracia, três mulheres com vozes ativas na atualidade: a Mestra em Estética e História da Arte Erica Malunguinho, primeira deputada estadual trans eleita no Brasil, em 2018, com mais de 55 mil votos no estado de São Paulo; a Ialorixá do Terreiro Ilê Axé Oya Nivia Luz, Mestra em Cultura pela Universidade Federal da Bahia e gestora do Instituto Oya de Arte Educação; e a multiartista, abolicionista penal e ativista Preta Ferreira, presa injustamente em 2019 por defender os direitos humanos.

 

“As diversas crises que ora nos atravessam - política, social, econômica, sanitária e porque não dizer civilizatória - nos convocam a imaginar saídas que respondam com coragem às urgências desse tempo. As feministas negras têm dado respostas viscerais. Com o chamado 'AVISA NA HORA QUE TREMER O CHÃO: quem tem medo dos feminismos e da agenda democrática no Brasil?’ convidamos Preta Ferreira, Erica Malunguinho e Nivia Luz para nesta Tribuna Edith Mendes botar seus corpos, existências, criação, boca no mundo desse futuro que virá. Em tempos de crise, invenção.” pontua a vereadora e atriz Maria Marighella, convidada pela ALB para coordenar e mediar o segundo ano da Tribuna Edith Mendes da Gama e Abreu.

 

O tema “AVISA NA HORA QUE TREMER O CHÃO: quem tem medo dos feminismos e da agenda democrática no Brasil?” foi referenciado na música “Libertação”, interpretada pela da saudosa Elza Soares, e na obra “Quem tem medo do feminismo negro”, da filósofa brasileira Djamila Ribeiro.

 

A proposta da Tribuna Edith Mendes é convidar, a cada ano, mulheres que se destacam por suas atividades criativas no campo da cultura e por sua contribuição para a defesa dos direitos humanos, seu combate à discriminação e à injustiça, principalmente, no tocante às relações de gênero, para amplificarem em conjunto suas vozes.

Reconhecer o papel das mulheres na vanguarda cultural, no Brasil e no mundo, e a luta por seus direitos são fundamentais para o combate, com as armas da cultura, das desigualdades de gênero e do quadro atual de crescimento da violência contra as mulheres em nosso país. A iniciativa da Academia de Letras da Bahia tem como propósito amplificar o diálogo e contribuir para uma sociedade mais justa e igualitária, através da cultura.

 

O projeto tem apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia.


Tribuna Edith Mendes da Gama e Abreu

Tema:AVISA NA HORA QUE TREMER O CHÃO: quem tem medo dos feminismos e da agenda democrática no Brasil?

22/03/2022 | 19h às 21h

youtube.academiadeletrasdabahia.org.br

Gratuito (com emissão de certificado, inscrição durante a transmissão)

Facebook e Instagram @academiadeletrasdabahia

 

Tags: Edith Mendes da Gama e Abreu, Maria Marighella, Nivia Luz, Erica Malunguinho, Preta Ferreira.

 

 

Informações adicionais:

 

Edith Mendes da Gama e Abreu

Primeira mulher a ocupar uma cadeira na Academia de Letras da Bahia. Pioneira do feminismo, na Bahia e no Brasil, fundou, em 1931, a Federação Baiana pelo Progresso Feminino. Foi inspetora de Educação do Ensino Secundário do Ministério da Educação e Cultura; fundadora e professora da Faculdade de Filosofia da Bahia; membro do Conselho de Educação e Cultura; delegada do Governo da Bahia e conferencista no I Congresso de Ensino Regional; e presidente do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia.

 

Maria Marighella (coordenação e mediação)

Atriz, professora e gestora cultural, tendo atuado por mais de dez anos na gestão de políticas públicas de cultura e contribuído com diversas instituições do país. Traz em seu nome a luta por democracia no Brasil que tem em seu avô Carlos Marighella um dos seus símbolos. É feminista, antirracista e mãe de Zeca e Bento. Integra a movimentação cidadã ManifestA ColetivA, através da qual se elegeu vereadora de Salvador pelo Partido dos Trabalhadores (PT).

Instagram @maria.marighella | Facebook @mmarighella

 

 

Nivia Luz (convidada)

Baiana, natural de Salvador, ativista cultural. É Ialorixá do Terreiro Ilê Axé Oya. Mestra em Cultura pela Universidade Federal da Bahia. Bacharel em Turismo. Gestora do Instituto Oya de Arte Educação, uma organização sem fins lucrativos, fundada no âmbito do Terreiro. O Oyá promove ações voltadas para inclusão social de crianças e adolescentes em situação de risco, localizado no bairro de Pirajá, bairro histórico palco da Independência da Bahia e que abriga um dos maiores remanescentes de Mata Atlântica da cidade de Salvador - o Parque São Bartolomeu. Compõe o Conselho administrativo do Instituto Brasileiro da Diversidade de São Paulo (IBD) que atua no combate às Intolerâncias e em defesa da Diversidade.

Instagram @luz.nivia | Facebook @nivia.nivialuz

 

Erica Malunguinho (convidada)

Educadora e agitadora cultural. Mestra em Estética e História da Arte. Tornou-se a primeira deputada estadual trans eleita no Brasil, em 2018, com mais de 55 mil votos no estado de São Paulo pelo PSOL. É titular da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, da Cidadania, da Participação e das Questões Sociais da Assembleia Legislativa do estado. Nascida no Estado de Pernambuco, vive em São Paulo há 17 anos. Antes de entrar na política institucional, trabalhou na educação de crianças e adolescentes, com ampla atuação na formação de professores. Erica é conhecida por ter parido, na região central da cidade de São Paulo, um quilombo urbano de nome Aparelha Luzia, território de circulação de artes, culturas e políticas pretas, visível também como instalação estético-política, zona de afetividade e bioma das inteligências negras.

Instagram @ericamalunguinho | Facebook @ericamalunguinhodeputada

 

Preta Ferreira (convidada)

Publicitária, agitadora cultural, multiartista, abolicionista penal e ativista pelo direito à moradia e aos direitos humanos. Liderança política que foi presa injustamente em 2019 por defender os direitos humanos.

Instagram @preferreira | Facebook @pretaferreiraa