Conselho Estadual de Cultura apresenta Moção de Aplausos aos 50 anos de carreira de Edson Gomes

20/05/2022
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Foto: Lucas Rosário

A Moção de Aplausos aos 50 anos de carreira do cantor Edson Gomes foi apresentada na manhã de hoje (20), na sede do Conselho Estadual de Cultura da Bahia (CEC-BA), no bairro do Canela, em Salvador. A homenagem - de autoria do vice-presidente do órgão, Adriano Pereira -, foi destaque durante a 5ª Sessão Ordinária do órgão. Após o presidente do CEC, Silvio Portugal, abrir os trabalhos, os conselheiros trataram de questões importantes para o movimento cultural baiano, a exemplo da criação de um calendário para os bens patrimonializados, o lançamento do Edital dos Salões de Artes Visuais da Bahia e a necessidade do avanço nas políticas públicas de territorialização da cultura.

 

Para Silvio Portugal, a cada reunião, o CEC vem avançando, significativamente, para fortalecer a cultura baiana e do país, buscando alcançar desde os municípios mais próximos aos mais distantes do estado. “Estamos atuando junto à Secretaria de Cultura do Estado para que o fazer e o saber cultural da Bahia ganhem visibilidade. Hoje, homenageamos um dos artistas mais importantes do Brasil e do mundo, que é o cantor e compositor de reggae, Edson Gomes. Ele é considerado o maior nome da história da música reggae no país. Suas músicas falam sobre desigualdade social, violência, pobreza, corrupção. Seus 50 anos de carreira representam muito para a cultura do Brasil”, disse.

 

O vice-presidente do CEC, Adriano Pereira, autor da Moção, ressaltou que a homenagem ao artista em seus 50 anos dedicados à música “é reconhecer a importância de Edson Gomes como músico, principal ícone do reggae na Bahia, entendendo que a  sua contribuição para a africanização é fundamental”.

 

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Foto:  Lucas Rosário


A Sessão também destacou a participação do CEC nas festividades do Bembé do Mercado, ocorrida neste mês de maio, no município de Santo Amaro da Purificação, a importância da realização do Edital do Festival 2 de Julho, que contemplará as Filarmônicas do estado. Foi ainda exibido um vídeo sobre identidade cultural, além de ter sido apresentada, em caráter extraordinário, uma Moção de Repúdio à descaracterização da tradição e memória do forró realizada pela Prefeitura de Serrinha, que indica como apresentação principal para a noite da festa de São João o show do DJ Alok, quando poderia ser artistas do forró, representantes legítimos da folia junina.

 

A Moção de Repúdio à descaracterização da tradição e memória do forró  foi apresentada pelo conselheiro e presidente da Câmara de Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Natural (CPHAAN), Táta Ricardo Tavares, e aprovada por unanimidade pelos conselheiros. Silvio Portugal ressaltou que o “CEC repudia veementemente a descaracterização do forró, que em dezembro de 2021, foi reconhecido como Patrimônio da Humanidade.” Para Táta Ricado, o artista Alok é um profissional maravilhoso e reconhecemos o seu valor cultural e artístico, mas, com tantos artistas do forró, não deveria figurar como apresentação principal já que não se relaciona diretamente ao forró, tradição centenária da identidade cultural. “Parabenizo o Conselho Estadual de Cultura por sua atuação e por partilhar o diálogo presente na Câmara de Patrimônio e fazer uma gestão compartilhada. Repudiamos a descaracterização do forró, Patrimônio da Humanidade. Queremos respeito aos artistas do forró e aos forrozeiros e forrozeiras do Nordeste”.

 

Outra importante proposta apresentada pelos Conselheiro Rosildo Rosário foi a criação de um calendário para os bens patrimonializados,  importante instrumento de registro do patrimônio cultural e de divulgação.

 

Estiveram presentes ao encontro a diretora da Funceb, Renata Dias, o coordenador do CEC, Kid Will Matos, a Superintendente Ana Teixeira (Sudecult/SecultBA), a professora e especialista em Patrimônio, Nide Nobre, o vice-presidente do CEC e conselheiro, Adriano Pereira, e os conselheiros André Luís Rocha Santos, Aristanan Pinto, Suely Melo, Ive Alencar, Armando Gerry, Evanice Lopes, Ricardo Bonfim, Gilberto Conceição e Rosildo Rosário.

 

MOÇÃO DE APLAUSOS E CONGRATULAÇÕES PELOS 50 ANOS DE CARREIRA DO MÚSICO EDSON GOMES - Autoria: Adriano Pereira de Queiroz - “Mesmo que o rádio não toque/ mesmo que a TV não mostre, aqui estamos nós” (Edson Gomes, Sangue Azul, 2001) - O Conselho de Cultura do Estado da Bahia – CEC, no uso de suas atribuições legais e sob prerrogativas do seu regimento interno, por indicação do Vice Presidente Adriano Pereira de Queiroz, presta justa homenagem ao músico e compositor Edson Gomes, em forma de Moção de Aplausos e Congratulações  pelos 50 anos de uma profícua carreira musical consolidada como autêntico representante, através do reggae,  música de resistência e denúncia social “.

 

Conselho Estadual de Cultura da Bahia - Composto por 60 conselheiros (30 titulares e 30 suplentes), o Conselho Estadual de Cultura do Estado da Bahia (CEC-BA) é um órgão colegiado da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), de caráter normativo e consultivo, ligado diretamente ao Gabinete da Secretaria, que tem por finalidade contribuir para a formulação da política estadual de cultura. Os Conselheiros de Cultura da Bahia são representantes da sociedade civil reconhecidos por suas expressivas contribuições à cultura baiana. A composição do Conselho Estadual de Cultura (CEC) respeita a Lei Orgânica de Cultura, sendo composta por 2/3 de seus membros oriundos da sociedade civil e 1/3 do poder público. Os conselheiros não possuem vínculo empregatício com o Governo do Estado.