#PAMBA - Banda Yayá Massemba reencontra público soteropolitano em show no Panorama da Música da Bahia

02/06/2022
s


Finalmente, a banda Yayá Massemba volta aos palcos de Salvador, após dois anos sem realizar apresentações na capital baiana em virtude da pandemia. Criada no Vale do Capão, na Chapada Diamantina a banda de samba formada por cinco musicistas é uma das selecionadas para representar a música contemporânea do interior do estado.  O PAMBA é uma realização da SecultBA, através do Centro de Culturas Populares e Identitárias – CCPI e da Fundação Cultural do Estado, que selecionou 20 bandas baianas. A apresentação acontecerá no dia 3 de junho (sexta-feira), a partir das 20h, Largo Quincas Berro D’Água, no Pelourinho.

A banda Yayá Massemba fará o show "De umbigo a umbigo", composto por canções autorais, como Avoar, Bambeia e Girei, que homenageiam as mestras do samba da Bahia e revelam a forte conexão das compositoras com as tradições da cultura popular baiana. O show traz ainda releituras de mestras como Dona Aurinda, Dona Dalva e Dona Bete; e de compositores baianos como Roberto Mendes, Roque Ferreira e Os Tincoãs. Inspirado na matriz ancestral do samba, na sonoridade do samba chula e suas mestras, o show é dançante e reconecta o público à força ancestral da capoeira, do samba-reggae e do samba de roda.

Em março deste ano, a banda fez uma turnê em São Paulo, seguida por uma circulação por cidades da Chapada Diamantina através do projeto Samba na Feira, entre os meses de abril e maio. "Nossos corações estão vibrando em poder voltar à capital através de um projeto tão importante como o PAMBA. Será um grande reencontro com o público soteropolitano, que já é cativo desde 2018, quando realizamos nosso primeiro 2 de fevereiro na Casa da Mãe, no Rio Vermelho", lembrou Ive Farias.

Yayá Massemba funda sua linguagem na sonoridade tradicional do samba de roda, Patrimônio Imaterial da Humanidade, com influências de outras vertentes do samba, como a chula e o samba reggae. Formada por cinco mulheres, a banda dá visibilidade ao protagonismo feminino na cultura popular da Bahia e na música popular brasileira. "Ser premiada no PAMBA é uma grande conquista, um reconhecimento importante para o nosso trabalho autoral, que encontra muitos desafios para conseguir visibilidade num mercado tão concorrido e pouco valorizado", finalizou Ive.

Banda Yayá Massemba


YAYÁ significa mãe em Iorubá, e MASSEMBA significa umbigada em Kimbundu. A umbigada está presente em várias manifestações de matrizes africanas e é um ato sagrado de conexão à ancestralidade negra. A banda Yayá Massemba surgiu do encontro de cinco mulheres musicistas no Vale do Capão - Aline Silveira, Ana Tomich, Ive Farias, Priscila Oliveira e Rafinha Eloi -, em 2018, e logo de início já foi abraçada por outro grupo de sambadeiras e cantadoras, as Ganhadeiras de Itapuã . No início de 2020, a banda lançou seu primeiro EP com sete canções autorais inéditas, disponível em todos os streamings de música.

Além da programação musical, o PAMBA terá também atividades formativas como palestra, workshop e mesas-redondas. Trata-se de uma iniciativa que visa a promoção e fomento da música baiana e das cenas contemporâneas autorais, por meio da promoção do encontro de seus artistas, produtores e agentes. Confira programação completa AQUI.