IGHB prorroga inscrições para curso sobre representações afro-brasileiras e participação feminina nas musicalidades nacionais

07/11/2022
F

O Instituto Geográfico e Histórico da Bahia prorrogou as inscrições para o curso “Abrindo a roda: representações afro-brasileiras e a participação feminina na construção das musicalidades nacionais”. As aulas, com carga horária de 20 horas, serão ministradas pela professora Juliana Ribeiro (cantora, compositora, historiadora, arte educadora e mestre em Cultura e Sociedade pela Ufba) e acontecem de modo virtual (plataforma zoom), de 21 a 25 de novembro. Um dos objetivos é compreender o lugar feminino no processo de construção das musicalidades nacionais associado ao protagonismo das representações afro-diaspóricas na formação das nossas identidades, oportunizando também ao aluno práticas sonoras através de exercícios de percepção musical.

Durante as aulas, o público irá conhecer o legado das artistas negras na história tradicional (a partir de Tia Ciata) a sua real participação na formação das musicalidades brasileiras. O lugar de ventre dentro do samba e sua repercussão na formação cultural nacional; as relações híbridas que elegeram o samba como ícone nacional no século XX. A casa das tias baianas, os sons dos corpos femininos e a criação de novas tecnologias sonoras pelas mulheres. O samba, sua constituição híbrida musicalmente e heterogênea socialmente (Hermano Vianna). A influência Banto na formação da MPB; o “pretoguês” e a criação de gêneros musicais como Vissungos, Curimas, Pontos, criando rasuras no português formal (Lélia Gonzalez). A tentativa de silenciamento das claves negras na construção do cancioneiro popular enquanto gênero musical. As divas negras nos anos 1960; o samba como primeira música de protesto social. As mulheres no samba, suas trajetórias invisibilizadas, a insubmissão das compositoras negras de Tia Ciata até a geração “tombamento”. O Samba de Roda do Recôncavo Baiano, a Chula e as permanências da cultura Banto na atualidade.

"Nessa abordagem multidisciplinar, os estudos culturais, a história e a música serão as bases teóricas para a compreensão da formação das identidades nacionais, o lugar das representações afro-diaspóricas e a invisibilização feminina na construção das musicalidades brasileiras. A escuta será tratada como elemento construtor de símbolos individuais e códigos sociais (Roland Barthes). Em sala utilizaremos a escuta participativa como ferramenta para a compreensão das relações de espaço e tempo na música, a percepção de rupturas e/ou continuidades do lugar da mulher na canção entre os séculos XIX, XX, XXI e seus reflexos sociais na contemporaneidade. Práticas de percepção musical, execução das claves brasileiras e exercícios vocais e corporais agregam o processo multidisciplinar de aprendizagem deste curso", explica Ribeiro.

Link de inscrição: https://www.sympla.com.br/evento/representacoes-afro-brasileiras-e-a-participacao-feminina-na-construcao-das-musicalidades-nacionais/1743009?_gl=1*1cp59lw*_ga*MTEyMzc4MDg2NC4xNjUyMTIyOTY4*_ga_KXH10SQTZF*MTY2NDk4ODk0NS44OS4xLjE2NjQ5ODkyMTcuMC4wLjA

O IGHB é uma das instituições apoiadas pelo programa Ações Continuadas a Instituições Culturais, iniciativa da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) através do Fundo de Cultura da Bahia (FCBA).

Mais informações no site www.ighb.org.br