10/11/2022

A jornada de Alan do Rap, que ficou conhecido por invadir palcos de bandas famosas em Salvador para apresentar as suas rimas e foi morto por policiais após virar morador de rua, é o tema do longa-metragem vencedor da Competititiva Baiana do XVIII Panorama Coisa de Cinema. Dirigido pelos irmãos Daniel e Diego Lisboa, o documentário “Alan” também foi escolhido como Melhor Filme pelo Júri Jovem.
Os premiados foram anunciados na noite de ontem (9), durante cerimônia de encerramento do festival, no Cine Metha - Glauber Rocha. Na Competitiva Nacional, o longa escolhido foi “Três Tigres Tristes”, de Gustavo Vinagre uma obra ficcional que teve suas gravações suspensas por conta da pandemia de covid-19 e, quase um ano depois, acabou trazendo o cenário pandêmico para o seu roteiro.
Entre os curtas-metragens participantes da competição para produção baianas, o Júri Oficial premiou “Garotos Ingleses”, de Marcus Curvelo, enquanto o Júri Jovem, formado por participantes da Oficina de Crítica, oferecida gratuitamente pelo Panorama, contemplou “Procura-se bixas pretas”, de Vinicius Eliziário.
.
Os escolhidos pelo Júri Oficial nas competitivas Baiana e Nacional receberão prêmios em serviços da Edina Fujii-Ciario, Mistika, Griot, Quanta Bahia e Marcelo Benedicts.
Uma realização da produtora Coisa de Cinema, o Panorama aconteceu entre os dias 3 e 9, em Salvador e Cachoeira. O festival teve apoio financeiro do Instituto Flávia Abubakir e do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia.
Fundo de Cultura da Bahia (FCBA) - Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundo de Cultura em articulação com as Secretarias da Cultura e da Fazenda. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, geralmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. Modelo de referência para outros estados da federação, o FCBA está estruturado em quatro linhas de apoio: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Cultural; Fomento Setorial.
Confira todos os filmes premiados:
Competitiva Nacional
- Melhor Longa: Três Tigres Tristes, de Gustavo Vinagre (prêmio de R$16 mil em serviços concedido pela Edina Fujii-Ciario)
- Menção Honrosa: Mugunzá, de Ary Rosa e Glenda Nicácio
- Melhor Curta: Big Bang, de Carlos Segundo (prêmio de R$8 mil em serviços concedido pela Udina Fujii-Ciario)
- Menção Honrosa: Quebra Panela, de Rafael Anaroli
Competitiva Baiana
- Melhor Longa: Alan, de Daniel Lisboa e Diego Lisboa (prêmios em serviços concedidos pela Edina Fujii-Ciario, Mistika e Griot)
- Menção Honrosa: Alice dos Anjos, de Daniel Leite Almeida
- Melhor Curta: Garotos Ingleses, de Marcus Curvelo (prêmios em serviços concedidos pela Quanta Bahia, Griot e Marcelo Benedictis)
- Prêmio Especial: Eu, Negra, de Juh Almeida
- Menção Honrosa: Contragolpe, de Victor Uchôa
Competitiva Internacional
- Melhor Longa: Carrero, de Germán Basso e Fiona Lena Brown (Argentina)
- Menção Honrosa: A Visita e um Jardim Secreto, de Irene M. Borrego (Espanha/Portugal)
- Melhor Curta: Tsutsué, de Amartei Armar (França/Gana)
JÚRI JOVEM
Competitiva Nacional
- Melhor Longa: Mato Seco em Chamas, de Adirley Queirós e Joana Pimenta
- Melhor Curta: Quebra Panela, de Rafael Anaroli
Competitiva Baiana
- Melhor Longa: Alan, de Daniel Lisboa e Diego Lisboa
- Melhor Curta: Procura-se bixas pretas, de Vinicius Eliziário
JÚRI CACHOEIRA
Competitiva Nacional
- Melhor Longa: Mato Seco em Chamas, de Adirley Queirós e Joana Pimenta
- Prêmio Especial: Mugunzá, de Ary Rosa e Glenda Nicácio
- Menção Honrosa: Regra 34, de Júlia Murat
- Melhor Curta: Quebra Panela, de Rafael Anaroli
- Prêmio Especial: A morte de Lázaro, de Bertô
- Menção Honrosa: Fantasma Neon, de Leonardo Martinelli
JÚRI INDIE LISBOA (os escolhidos serão exibidos no festival em 2023)
- Longa: Maputo Nakuzandza, de Ariadine Zampaulo
- Curta: SOLMATALUA, de Rodrigo Ribeiro-Andrade
JÚRI APC
Competitiva Nacional
- Melhor Longa: Mato Seco em Chamas, de Adirley Queirós e Joana Pimenta
- Prêmio Especial: Regra 34, de Júlia Murat
- Menção Honrosa: Três Tigres Tristes, de Gustavo Vinagre
- Melhor Curta: Big Bang, de Carlos Segundo
- Menção Honrosa: Não vim no mundo para ser pedra, de Fábio Rodrigues Filho
Competitiva Baiana
- Melhor Longa: Saberes Quilombolas, de Plínio Gomes e Bruno Saphira
- Prêmio Especial: Alice dos Anjos, de Daniel Leite Almeida
- Melhor Curta: Quando a Pátria Bate Forte, de Jamille Fortunato
- Prêmio Especial: Tá Fazendo Sabão, de Ianca Oliveira
- Menções Honrosas: Contragolpe, de Victor Uchôa
Mesa Posta, de Thaís Bandeira
JÚRI BRADA DE DIREÇÃO DE ARTE
Competitiva Nacional
- Denise Vieira, por Mato Seco em Chamas (filme de Adirley Queirós e Joana Pimenta)
Competitiva Baiana
- Luciana Buarque, por Alice dos Anjos (filme de Daniel Leite Almeida)
JÚRI AMAAV DE CARACTERIZAÇÃO
- Ebony, por Três Tigres Tristes (filme de Gustavo Vinagre)