
A Secretaria de Cultura do Estado da Bahia lamenta o falecimento do artista plástico, cineasta e gestor cultural, Chico Liberato, aos 87 anos, na quarta-feira (04/01). Considerado um artista multimeios, “Francisco Liberato de Mattos” era ainda desenhista, escultor, pintor, gravador e designer gráfico.
Com sete décadas de produção ininterrupta nas múltiplas linguagens visuais, Chico Liberato fez parte da segunda geração de artistas modernos da Bahia. Se destacou no movimento cultural de 1960 em Salvador, e participou de momentos históricos, como a I Bienal de Artes Plásticas da Bahia, em 1966, e a exposição Bahia Década 70, no Instituto Goethe. Sua obra foi pautada por referências ao Nordeste brasileiro, à integração com a natureza, à arte popular, à espiritualidade e aos sentimentos humanos.
Como gestor cultural, Chico foi diretor do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM) entre 1979 e 1991, e durante dez anos coordenou a área de Artes Visuais e Multimeios da Diretoria de Imagem e Som da Fundação Cultural do Estado da Bahia, atual Diretoria de Audiovisual.
Como cineasta, produziu o primeiro filme de animação da Bahia (Boi Aruá - 1983), que documenta o cotidiano do Nordeste do Brasil, mais especificamente do sertão caatingueiro, através do mito do Boi Aruá. Seu projeto mais recente é também um filme de animação, Ritos de Passagem. A história é baseada em dois personagens que habitam o imaginário do sertão nordestino: o Santo e o Guerreiro.
A Bahia celebra o legado deixado por este grande artista, que permanece uma inspiração atemporal para outros profissionais das múltiplas linguagens. A SecultBA manifesta sua solidariedade aos familiares e amigos.