18/02/2023
Foto: Sandro Honorato
Já pensou em ver Armandinho Macedo, Olodum Generation e Maestro Yacoce juntos no mesmo palco? O encontro de milhões aconteceu neste sábado de carnaval (18), no Largo Quincas Berro D’Água, no Carnaval do Pelô, em Salvador. O solo de guitarra baiana, tambores do Olodum e ainda, o teclado do maestro Yacoce Simões fizeram a mistura quase improvável de sons, mas feliz, que só vê na Bahia.
Crianças, jovens e adultos puderam ouvir músicas que foram do internacional Queen a Carlos Santana. Do palco, Armandinho explicou aos foliões a origem da guitarra baiana, instrumento cativo no Carnaval da Bahia. “Essa guitarra eu batizei com o nome ‘guitarra baiana’. Tinha que ser tal qual a baiana do acarajé. O acarajé ia ter em qualquer lugar, mas quando se fala que é guitarra baiana, todo mundo conhece”, reforçou o músico.
Maestro Yacoce disse que para ele foi um grande orgulho subir no palco junto com dois ícones da música. “Esse é um trabalho que a gente vem desenvolvendo faz alguns anos, fizemos um especial de natal, já estivemos na Europa ano passado apresentando esse trabalho e temos a perspectiva de este ano estar no mundo inteiro”, conta.
Para Brenda Awiny que cresceu sob o manto do Olodum e faz parte da Escola desde os 13 anos de idade, se apresentar nesse conjunto de músicos foi muito especial. “Depois de dois anos voltamos às nossas atividades, então me sinto muito honrada em estar representando as mulheres negras que tocam no Olodum”.
Samba e Brega – Gal do Beco se apresentou no Largo Pedro Archanjo no inicio da tarde deste sábado de Carnaval, com repertório de samba e reuniu fãs do gênero musical que a acompanham há muitos anos. A emoção foi tanta que a pressão de Gal caiu mas ela foi prontamente atendida pelo Corpo de Bombeiros à postos no Largo. “Tive que sair correndo, mas assistência que me deram foi maravilhosa”, disse Gal. “Eu estava com sede de cantar, mas para mim tem samba todo dia!”, completou.
Foi ao som da banda ‘Brega e Cana’, no Larago Tereza Batista, que o folião fã da “sofrência” pôde se esbaldar ao som de clássicos do arrocha, brega funk e músicas que fazem o povo chorar, mas também dançar.