Frevo de Carlos Pitta e Reggae de Alumínio fazem a festa no Carnaval do Pelô

18/02/2023
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Foto: Ricardo Freire

A diversidade de ritmos foi a tônica do sábado de folia no Carnaval do Pelô. Os largos foram invadidos por gente de todos os gostos. Do frevo ao reggae, ninguém ficou de fora. Os destaques foram os shows de Carlos Pitta e a banda Anunciador no Largo Tereza Batista além de Alumínio Roots no Largo Pedro Arcanjo.

Carlos Pitta transformou o Largo Tereza Batista na “Praça do Frevo Elétrico” e fez todo mundo se balançar ao som das músicas que embalavam os velhos carnavais e que nunca saem da moda. A guitarra baiana fez adultos e crianças, que se fantasiaram, brincarem a festa de momo. Pitta é um dos nomes emblemáticos do carnaval da Bahia e muita gente foi acompanhar a folia com ele.

Direto da Federação, mulheres de várias gerações curtiam o frevo de Carlos Pitta. Elas montaram o bloco “As Poderosas” e vestidas de chita e muito brilho estavam bastante animadas. Andréia Conceição era uma das que estavam no bloco. “Há anos a gente vem assim, vestida igual para a festa e fazemos nosso próprio carnaval”, diz. Patrícia Nascimento revela que escolhem o Pelourinho por ser um espaço democrático, seguro e muito divertido. “O Pelô tem muita alegria. A gente vem com as crianças e encontra essa festa aqui, esse frevo, sempre com muita paz”, comenta.

O frevo animou, mas quem queria reggae também foi contemplado na folia. E não foi qualquer reggae. Alumínio Roots, um dos maiores representantes do reggae alternativo do Brasil se apresentou no Largo Pedro Arcanjo para um grupo grande da comunidade rastafari e curiosos que curtem o ritmo jamaicano. Emocionado, Alumínio conta que recebeu com muita alegria a oportunidade de se apresentar no Carnaval do Pelô. “Estou muito grato, primeiro por estar vivo e depois por poder pisar nesse palco sagrado que cabe todo mundo”, declarou o reggae man.

Com 61 anos, como ele mesmo salienta, Alumínio trouxe o seu reggae roots misturado com o soul e o rock. “Tô levando pro palco a simplicidade da minha tribo. É muito místico esse espaço”, disse o cantor. Seu fã e amigo, César Fortes, era um dos que acompanharam o show. “Eu vim aqui especialmente pra ouvir Alumínio. Muito importante o espaço que só agora o reggae está tendo de verdade no carnaval”, disse Cesar, morador do Curuzu, na Liberdade, que tem 30 anos de rastafari.

Samba nos Largos – Quem veio no Pelô atrás do samba também não ficou de fora da festa. A cantora baiana de Camaçari, Nadja Meireles, fez todo mundo mexer os quadris no Largo Tereza Batista. Clássicos do samba de roda e até “É D’Oxum” de Gerônimo animou o público. Já no Largo Quincas Berro D’Água foi a dupla Leo e Péricles quem fez o povo sambar.

Carnaval da Cultura – É o carnaval dos blocos afro, de samba, de reggae e dos afoxés, apoiados por meio do Edital Ouro Negro para desfilar nos três principais circuitos da folia: Batatinha, Dodô e Osmar. É a folia animada, diversa e democrática do Carnaval do Pelô, que abraça o carnaval de rua, microtrios e nanotrios, além de promover nos palcos grandes encontros musicais e variados ritmos numa ampla programação. Tem Afro, Reggae, Arrocha, Axé, Antigos Carnavais, Samba, Hip-hop e Guitarra Baiana, além de Orquestras e Bailes Infantis. E é também a preservação do patrimônio cultural, com o apoio ao carnaval tradicional dos mascarados de Maragojipe. O Carnaval da Cultura é promovido pelo Governo do Estado, Carnaval 2023 – “Um Carnaval em Cada Esquina”.