20/02/2023

Foto: Ricardo Freire
Lucas Kintê e Makonnen Tafari agitaram o Pelourinho nesta segunda-feira de Carnaval (20), Teagá, do Movimenti O Trio e Negros da Fé, também. O que todos esses artistas têm em comum? São homens negros em busca do sonho de serem ainda mais reconhecidos pelo trabalho. Iniciando pelo Largo Quincas Berro D’água, foi possível ver Kintê chegar com tudo no mic às 14h30, mesmo debaixo de chuva.
Junto a Diego 157 e sob o comando da DJ Bruxa Braba, Lucas Kintê fez o R.A.P acontecer. Com uma camisa branca escrita “Exu é o caminho, a verdade e a vida”, Lucas cantou sucessos de sua carreira fincada no gênero musical que efervesceu na década de 70, em Nova Iorque (EUA), como parte do movimento Hip Hop. “O rap é um gênero muito versátil, por isso, cabe em qualquer momento, qualquer canto”, afirmou Kintê.
O jovem Thiago Lima, de nome artístico Teagá, também se apresentou no Pelourinho na tarde do dia 20, mais precisamente 30 minutos após Kintê e no palco do Largo Pedro Archanjo. Ele está à frente do grupo Movimenti O Trio e reuniu uma série de fãs diante do palco. Após se apresentar, algumas jovens inclusive o procuraram para garantir uma foto. “Para mim é uma responsabilidade imensa, minha primeira vez em cima de um palco no Carnaval, e que primeira vez! Estou muito animado porque estou começando com o pé direito, espero que esse seja o primeiro passo de vários outros e que essa oportunidade abra muitas portas para mim e minha galera”, disse o artista.
Enquanto Movimenti O Trio se apresentava no Pedro Archanjo, Negros da Fé passava pela Tereza Batista com todos os membros do grupo vestidos de branco numa elegância muito comum quando se fala de cantores de samba. Com o largo cheio de pessoas sorridentes, Negros da Fé colocou o povo para sambar ao toque de músicas antigas e atuais do gênero.

Foto: Ricardo Freire
Quem também quebrou tudo no Largo Pedro Archanjo, só que mais tarde, foi Makonnen Tafari. Às 18h, ele e os membros da Back To Back Music subiram no palco para interpretar músicas autorais que versam entre os limites do rap e do trap. ‘Cria’ do Pelourinho, Makonnen agradeceu a presença da comunicação da SecultBa na cobertura de seu show. “Para mim é muito importante poder estar cantando num lugar onde eu fui nascido e criado, e que é o berço da cultura baiana. Aqui é um lugar onde eu vi grandes artistas fazerem apresentações incríveis das quais eu me inspirei”, explicou o jovem.
A Back To Back, produtora da qual Makonnen faz parte, fez em 2023, 13 anos de estrada. Biel Gomez que também integra o selo e se apresentou junto com Tafari e Dj Akani, conta que uma aceleração de produtoras de áudio da qual fizeram parte, os fizeram perceber a importância de contar a história do Rap em Salvador e ainda, a história da própria BTB Music.