21/02/2023

Foto: Ulisses Dumas
Uma energia maravilhosa. Foi assim que definiu a cantora Márcia Freire sobre sua apresentação no Carnaval do Pelô. Com quase 40 anos de carreira e uma história de grande sucesso, a cantora de Axé Music subiu ao palco do Largo Quincas Berro D’Água cantando e dançando com vitalidade jovial.
Márcia Freire estava emocionada com a volta do Carnaval. “Nós artistas fomos os primeiros a parar e os últimos a voltar na pandemia. Cantar de volta nos palcos, no carnaval, vendo as pessoas poderem se abraçar, se beijar, é muito emocionante”, relata a cantora.
“Doce obsessão” e “Vai sacudir, vai abalar” foram alguns dos sucessos que a cantora relembrou dos tempos em que era vocalista da banda Cheiro de Amor. Para Freire, cantar no Pelourinho é ainda mais especial com o tema “um carnaval em cada esquina”. “A gente perdeu muita gente nesses últimos anos, como Gal, Erasmo, Letieres Leitte e o próprio Moraes. Mas estamos aqui resistentes e isso é muito bonito. Toco em vários bairros durante a folia e adoro, mas fiz questão de tocar no Pelourinho também”, disse Márcia Freire.
O Largo estava cheio de gente que foi para relembrar grandes sucessos e cantaram as músicas junto com a cantora. Foi o caso das amigas Albani Oliveira e Joilma Costa, que estavam rodando pelos Largos do Pelourinho e se animaram quando souberam do show de Márcia Freire. “Ela é maravilhosa. É por isso que eu gosto do Pelô, um lugar cheio de surpresas e super seguro”, disse Albani que vem do Cabula. Joilma veio pela primeira vez pro Pelô no carnaval desse ano. “Estávamos na Mudança do Garcia e viemos pra cá. Aqui é o melhor lugar pra curtir a folia”, ressalta a moradora de Mussurunga.
Mais Axé – Se no Largo Quincas Berro D’Água reinava as canções do axé das antigas com Márcia Freire, na Tereza Batista a jovem Cris Lima foi quem animou a galera. A praça tava cheia e animada com a cantora que fez o público delirar tocando o hit do momento “Deixa eu botar meu boneco”.
Escola de samba na rua – Tinha passista, tinha mestre sala e porta bandeira, tinha bateria, mas não era no Rio de Janeiro. Sim, as ruas do Pelourinho receberam a Escola de Samba Unidos de Itapuã, que entoaram seu samba enredo. Integrantes da escola aproveitaram para denunciar a situação da Lagoa do Abaeté e pedir apoio para sua plena recuperação.