A VI Conferência de Cultura do Estado da Bahia começou com uma mistura de cor e sons, que só a Bahia pode proporcionar. Logo no início da manhã desta quarta-feira (06), as comitivas de diversos municípios chegaram em Feira de Santana para participar do encontro que discute as políticas culturais do estado.
Para a jovem indígena Mainã Oliveira, que pertence à etnia Pataxó Hã-hã-hães e mora no município de Itajú do Colônia, a 504 km de Salvador, a conferência é uma oportunidade ímpar de evidenciar a contribuição dos povos originários para a cultura do estado e do país. “Quando o assunto é cultura a gente quase não é visto, eventos como este permitem que nós sejamos ouvidos e vistos. Acredito que temos muitas ideias que serão debatidas durante esses dias”, afirmou a estudante.

Suélia Cardoso, produtora e delegada de Cultura do município de Ibirapitanga, no território do Baixo Sul da Bahia, vê o evento como uma porta de entrada para a disseminação e o fortalecimento da cultura em cidades do interior do estado. “Almejo alcançar nosso espaço, mais reconhecimento para quem não é de Salvador ou de cidades grandes. Essa é uma oportunidade de mostrar nossas riquezas, aprender sobre outras culturas e sistematizar nossas ideias para a Conferência Nacional”, explicou.
O evento acontece no Colégio Estadual de Tempo Integral (CETIFS), no bairro Viveiros e se estende até esta sexta-feira (08), quando serão definidos os 60 delegados que vão representar a Bahia na Conferência Nacional de Cultura, em março, no Distrito Federal.
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